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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Só preciso de marketing e divulgação!

Por Sandra Elisabeth

Alguns meses atrás eu estava “sapiando” os canais e parei para assistir a repise do “Saí de Baixo - Temporada 05 Episódio – O Segredo do Canguru Perneta” no Canal Viva.


 No início do programa a “garçonete” (Márcia Cabrita) serve o cliente que vê algo se mexendo no fundo do prato e ao questionar recebe a informação que se trata de um ‘desenho animado’ e começa a bater no prato com sua sandália... Na sequencia, um dos clientes afirma que não vai pagar a conta!!! Não vou mentir as cenas são engraçadas, porém o que mais nos interessa vem na sequencia, quando ao ser cobrado do aluguel Vavá (Luiz Gustavo), que está sem dinheiro, diz que o restaurante só precisa de DIVULGAÇÃO para vender mais e assim ter dinheiro para pagar o aluguel!

Perdoem-me a franqueza, mas eu engasguei de tanto rir nesta última parte! Sabem por quê? Por que eu escuto isto de 99% dos empreendedores diariamente e sempre ditos em circunstancias muito parecidas com a ocorrida neste Episódio do Saí de Baixo.

Ou seja, o cliente não está comprando porque identificou algum problema com o produto ou serviço, ou não está satisfeito com alguma coisa e o empreendedor quer resolver isto com divulgação!

É claro que o empreendedor não diz divulgação, ele diz marketing. E quando pergunto o que de “marketing” ele pensou e a resposta é: fazer um folder, melhorar o site, colocar nas redes sociais... ou seja, divulgação.

(Leia sobre as diferenças entre marketing e publicidade e propaganda no artigo: Marketing x Publicidade e Propaganda)

Voltando ao episódio citado, é claro que o problema não é divulgação (e quem tiver a oportunidade de assistir a temporada 5 completa vai perceber isso muito bem) e fica claro, afinal tem uma barata no prato do cliente!

O problema é que com os empreendedores reais nem sempre a “falha” está tão clara e óbvia! Muitas vezes as vendas não acontecem porque nem se conhece o cliente, não se sabe o que ele quer. Ou ainda porque ninguém se deu o trabalho de sair para vender.

Infelizmente, o jovem empresário de hoje acredita que tudo SÓ acontece na Internet e que basta ele ter um site bem posicionado no Google e fazer anúncios que automaticamente ele vai vender!



Se fosse verdade, a indústria automobilística não sentiria a crise econômica, não pediria para o governo lhe oferecer subsídios e diminuição dos tributos, não negociaria demissão voluntária de funcionários, não entraria em recuperação judicial... afinal eles fazem propaganda na TV, no rádio, merchandising nas novelas, patrocinam vários eventos!!!

E querem saber, alguém já viu propaganda da Ferrari? E da Porche? E da Lamborghini? Comparem com a quantidade de propagandas que já vimos da Volkswagen, da JAC Motors. E a pergunta agora é: ‘você enquanto empreendedor queria ser o dono de qual dessas empresas?’ a que fatura mais de R$ 1.000.000,00 por carro vendido ou a que fatura aproximadamente R$ 50.000,00 por carro vendido?

Eu queria ser dona de quem fatura mais por carro vendido, porque é bem mais fácil administrar um negócio que produz pequenas quantidades e tem uma alta lucratividade!

O que eu quis dizer com tudo isso? Bem, que divulgação é apenas uma parte da empresa. Uma empresa bem sucedida precisa estar balanceada entre Produção x Finanças X Recursos Humanos e Marketing/ Vendas.

Só divulgar não adianta nada... e só para deixar um exemplo real , relembrem o caso da Cerveja Proibida...





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aplicação da Metodologia Lean Startup

Artigo de Sandra Elisabeth, diretora da Sýndreams, foi publicado na revista RENI edição 02 da Universidade Federal do ABC.

A Revista de Empreendedorismo, Negócios e Inovação - RENI, é um periódico acadêmico voltado para estudos econômicos e históricos de inovação, gestão e empreendedorismo. A Revista tem como objetivo a difusão de conhecimento acadêmico e profissional com ênfase em análises interdisciplinares e avanços conceituais e metodológicos. 

A RENI privilegia trabalhos que utilizam modelagens inovadoras e em construção como: a Economia da Inovação, a Economia do Conhecimento, Economia Comportamental, a Economia Evolucionária, Economia da Complexidade, a Economia Institucional Cognitiva e a Economia Cultural. Entre as opções temáticas de Estudos Aplicados e Estudos de Casos destacamos: Agentes da Inovação (Agências de Inovação, Escritórios de Transferência de Tecnologias, Incubadoras e Parques Tecnológicos), Empreendedorismo e Competitividade ("Startup", Mudança Tecnológica, Patentes, Pesquisa e Desenvolvimento, Financiamentos à Inovação, Estratégias de gestão e P&D, Sistemas de Inovação, Interação Universidade-Empresa e Globalização da Inovação), História da Inovação e de Empresas Inovadoras.


Leia artigo completo em PDF
"Aplicação da Metodologia Lean Startup" por Sandra Elisabeth

Para ler a versão completa da revista RENI 02
RENI 02 (ISSUU)

Mais sobre a RENI
Revista de Empreendedorismo, Negócios e Inovação



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Indicadores de resultados

Por Sandra Elisabeth

Sei que já existem muitos artigos que discutem a importância do acompanhamento dos indicadores de resultados – os KPI’s; porém o que poucos discutem é como usar os indicadores que já existem nas empresas para medir se os objetivos e metas estão ou não sendo alcançados.

O indicador mais fiel de uma empresa é o financeiro. Os números não mentem!

Para analisar este indicador é preciso primeiro compreender que o fluxo de caixa, o orçamento, a DRE e o Balanço Patrimonial são indicadores dos resultados gerais da empresa e não só indicadores financeiros.

Isso significa que os resultados ali apresentados demonstram se a empresa está ou não atingindo seus objetivos.

Por exemplo, se o fluxo de caixa estiver com resultado negativo, ou seja, que a empresa gastou mais do que recebeu, será necessário observar ONDE gastou mais. Em que o gasto foi maior? Se o gasto foi maior com a compra de matéria prima, por exemplo, é preciso identificar o porquê? O fornecedor aumentou o preço? O setor de produção pediu mais matéria prima do que o necessário?

As respostas destas perguntas ajudam o empreendedor a corrigir as rotas e voltar para o caminho que foi planejado!

Vejam, não criamos outros indicadores. Só usamos o que já temos em mãos sem colocar a “culpa” em um departamento ou pessoa antes de se perguntar “Porquê?”.

Costumo dizer que os relatórios financeiros apresentam os “sintomas dos problemas” da empresa. E assim como o médico investiga os sintomas de uma pessoa doente para descobrir que doença ela tem, o empreendedor precisa investigar a causa do sintoma demonstrado nos relatórios financeiros.

E nesta mesma analogia, lembre-se que febre alta pode ser sintoma de gripe, dengue, infecção de garganta, etc. Ou seja, um resultado negativo no fluxo de caixa pode ser “sintoma” e diversos problemas diferentes.


Para usar as informações financeiras como indicador de resultados de forma eficaz, basta, portanto, não procurar “os culpados por” e sim “as causas de”. 

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Resultados da Sýndreams no ano de 2016

Por Sýndreams

O ano de 2016 foi muito bom para a Sýndreams Aceleradora. Tivemos o prazer de ter 7 Startups selecionadas para participarem do 8º Concurso Acelera Startup FIESP – Etapa Americana e 2 delas ficaram entre as 10 melhores, sendo a grande premiada também acelerada pela Sýndreams. Ainda no Concurso Acelera, agora na Etapa Capital, tivemos 6 Startups selecionadas entre mais de 5.000 inscritas.

                             

Também tivemos a honra de acompanhar o lançamento e as vendas do livro “Transformando ideias em negócios lucrativos: aplicando a metodologia lean startup” de autoria de Sandra Elisabeth que é mentora e diretora da Sýndreams.



Ao longo de 2016 recebemos mais de 350 inscrições de projetos, dos quais 50 foram aprovados pelos nossos mentores para iniciarem o processo de aceleração. Dos aprovados, conseguimos contatar apenas 20 empreendedores! Os demais não responderam nossos e-mails e ligações.

Dos contatos tivemos a honra de acelerar 05 novas startups, que se juntaram ao grupo de outras 6 Startups que iniciaram o processo ainda em 2015.

                            

Destas 11 aceleradas, 06 finalizam o processo de aceleração em 2016 e apesar de ter sido um ano ruim para os negócios elas conseguiram atingir suas metas e crescer (pouco, mas crescer!).

Não podemos nos esquecer de nossos mentores, que auxiliam os empreendedores em seu dia a dia, desde a conhecerem o mercado para saber o tamanho da oportunidade até realizarem o pós-venda com o cliente, passando pelas questões legais, contratuais, contábeis e jurídicas.


Podemos afirmar que o ano de 2016 não foi nenhum “mar de rosas” (ou foi, afinal rosas têm espinhos). Porém, não temos do que reclamar, afinal as metas foram cumpridas e tudo o que foi proposto foi realizado.


E como saldo de aprendizagem sobrou força de vontade e muito trabalho, afinal só assim se consegue vencer!