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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Desafios da gestão de pessoas hoje

Por Sandra Elisabeth

Tem sido cada vez mais comum gestores reclamarem de seus colaboradores, principalmente dos mais jovens, por esperarem crescimento rápido de carreira, por pedirem aumentos de salários em menos de 6 meses, por desejarem feedbacks constantes, etc.

É compreensível tudo isso! Para esta geração de gestores isto é uma loucura. A geração deles estava acostumada a ter aumento de salário uma vez ao ano (e olhe lá) e promoção de carreira... nossa, duas ou três durante os 25 anos de trabalho na mesma empresa!

A nova geração, é diferente! Eles estão acostumados com a “velocidade da Internet”, 12 meses para eles é muito tempo!

E aí, quem está certo e quem está errado?

Ambos estão certos! Não há como mudar uma geração inteira. Precisamos aprender a trabalhar com ela.

Sendo assim, o novo desafio da gestão de pessoas é manter talentos! Estes talentos não querem apenas um alto salário, eles buscam reconhecimento, flexibilidade, responsabilidade, feedback, possibilidades de crescimento e desafios, muitos desafios.

Precisam sentir que são indispensáveis na empresa, querem escolher de onde trabalhar e quando trabalhar.

Parece loucura? Sim, concordo! Mas as empresas que estão acompanhando as mudanças e contratando os talentos de forma correta, entenderam que quando o jovem pode escolher quando trabalhar ele trabalha todos os dias, até mais de 8 horas, principalmente se também tiver a escolhe de onde trabalhar.

As profissões estão mudando, as pessoas estão mudando e a tecnologia está aqui para nos auxiliar.


Brigar com uma geração inteira significa “dar murros em ponta de faca”, não vai adiantar nada! Minha dica: mude você, a sua empresa, a sua gestão de pessoas e aproveite ao máximo os pontos positivos que esta geração tem para oferecer!

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sandra Elisabeth fala sobre “Mercado e Vendas” na Incubadora de Empresas José João Sans

Por Sýndreams

Sandra Elisabeth e Daniel Monaro
(Coordenador da incubadora)
Na última quinta-feira (31/05), Sandra Elisabeth conversou com os empresários e empreendedores incubados na Incubadora de Empresas José João Sans em Santa Bárbara D’Oeste.

O evento faz parte do calendário da incubadora, que uma vez por mês realiza o “Café com Informação”, objetivando levar conhecimento e aprendizado para as empresas incubadas.

Durante a palestra, Sandra Elisabeth frisou a importância de reconhecer as oportunidades existentes no mercado e aproveitá-las antes dos concorrentes, sempre atendendo as necessidades e demandas do cliente.

Foi apresentado para os empreendedores um passo a passo de como estabelecer uma boa estratégia de vendas, levando em consideração o mercado de atuação, a segmentação deste mercado, quais são as metas de vendas, os canais de distribuição e o envolvimento da equipe de vendas.

Para finalizar a palestrante lembrou os empreendedores que “deve-se levar ao consumidor: os produtos e serviços certos; com o preço adequado; promovendo-os na sua linguagem e através do canal adequado”, só assim as vendas acontecerão!


Para saber mais sobre a Incubadora de Empresas José João Sans envie um e-mail para incubadora@santabarbara.sp.gov.br

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Como aplicar a estratégia do “oceano azul”

Por Sandra Elisabeth

A estratégia do oceano azul x oceano vermelho foi desenvolvida por W. Chan Kim e publicada em 2004 no livro “A estratégia do oceano azul”. Até hoje, poucas empresas utilizam esta “filosofia” no desenvolvimento de seus planos.

O preceito do oceano azul é “atacar” mercados que ainda não foram explorados, que não possui concorrentes. Ora, isto tem uma ligação muito grande com a metodologia lean startup e lean innovation.

No lean startup descobrimos a coisa certa a se criar e que os clientes pagarão para ter! Geralmente, estamos falando de produtos inovadores, que atendem uma necessidade ou desejo que não foi ainda explorada pelo mercado, ou seja, ainda não há concorrentes.

Até aqui, tudo bem! Mas e quando a empresa já existe, já atua no mercado, como encontrar este “oceano azul”, e mais como saber se o cliente realmente está neste “oceano azul”?

Minha ideia neste post é oferecer um passo a passo simplificado para que você empresário e empreendedor, consiga chegar nesta resposta:

1º Identifique o que o seu cliente compra de você hoje. Lembre-se de levar em conta qual é o negócio estratégico da empresa e não o negócio míope;

2º Identifique o que o seu cliente espera do produto ou serviço (não só do seu, de maneira geral);

3º Identifique quais são os concorrentes;

4º Enumere quantos concorrentes conseguem atender os requisitos dos clientes;

5º Dê uma nota para o que você oferece e o que os concorrentes oferecem;

6º Agora compare o que você consegue oferecer e o que os concorrentes oferecem.

7º Verifique o que você tem de diferente, que ninguém mais entrega e que os clientes precisam, compram e esperam que o produto ou serviço tenha.

Este diferencial vai te mostrar o caminho do “oceano azul”; ajudará a definir os próximos passos e também quais inovações você precisa desenvolver para ficar à frente de seus concorrentes.

Não se engane, se você fizer mais do mesmo, as mesmas coisas irão acontecer. Então é necessário inovar. Só não podemos inovar no que os demais já fazem muito bem, ou no que o cliente não precisa!

Por isso, fazer esta análise ajuda a definir o melhor caminho, com menos risco envolvido.


Efetivamente é uma análise difícil de ser feita e que precisa acontecer constantemente, afinal seu concorrente não está parado, ele está sempre em movimento e se você parar será engolido por ele!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Chegou a hora da economia do conhecimento!

Por Sandra Elisabeth

Lendo um artigo estes dias me deparei com estes dois termos: economia máquina e economia do conhecimento e gostaria de dividir com vocês o que aprendi sobre o assunto!

Economia máquina é aquele “velho” jeito de se encarar o capital dentro da empresa: o dinheiro, as máquinas e equipamentos, o estoque, o prédio e a força de trabalho da mão de obra.


Já na economia do conhecimento, soma-se a estes capitais o conhecimento que a mão de obra possuí e que é capaz de gerar inovação, marca, patentes para a empresa.

Ora, faz todo sentido. Afinal, as empresas (máquinas, prédios, etc) não geram conhecimento e muito menos inovação. As pessoas é que geram!

A matéria dizia ainda que a falta de investimento em capital intelectual (conhecimento da mão de obra) tem feito o Brasil diminuir o ritmo de crescimento em produtos e serviços inovadores; e isto é muito ruim, pois quanto menos inovação temos, menos competitivos ficamos.


Há quem diga que as empresas no Brasil não conseguem ser competitivas devido ao alto custo dos impostos, a falta de infra estrutura, o alto custo dos transportes, etc. Não tenho dúvidas que tudo isso também é verdade. Mas veja, nenhum destes aspectos está nas nossas mãos. Infelizmente precisamos esperar (e votar melhor) que os políticos resolvam, criem leis, diminuam impostos...

Porém, o investimento em capital intelectual é nossa responsabilidade. Isto podemos fazer! São nossas decisões diárias que nos aproximam de ter uma empresa mais inovadora. E sabemos que existe recursos, inclusive financeiro a fundo perdido (PIPE-FAPESP, por exemplo), para realizar tal feito.

Por que não fazemos?

Será que ainda enxergamos nossos colaboradores como mais uma engrenagem da fábrica? Ainda vamos discutir apenas a produtividade hora/ homem? E quando vamos discutir a quantidade de conhecimento gerada nesta hora?

A pesquisa que li diz que o Brasil caiu no ranking de empresas com alto investimento nos ativos intangíveis (capital intelectual) devido a crise econômica do país. Eu discordo. Acredito que ainda não saímos da crise econômica (e não crise política) por não investir em inovação.

Cada um tem a sua justificativa!

A única coisa que sei é que as empresas que continuam inovando, estão crescendo, mesmo com o país em crise.


E agora, qual será a sua justificativa para não inovar?!