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terça-feira, 22 de maio de 2018

Exame e CNI Fórum Inovação: A Indústria do Futuro

No dia 18 de maio, EXAME e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizaram, em São Paulo, o EXAME Fórum Inovação, com o tema "A Indústria do Futuro".


O Diretor da Sýndreams, Stéfano Carnevalli, foi convidado a participar do evento,  que contou com a presença de líderes empresariais, autoridades e especialistas. Nele foi divulgado um estudo inédito sobre riscos e oportunidades do Brasil frente às inovações da indústria 4.0.


A abertura do evento foi realizada pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, seguido do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab.

O evento promoveu a reunião do grupo MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) que promoveu a apresentação do Projeto Indústria 2027, um documento que tem por objetivo entender as inovações disruptivas, seus riscos e oportunidades, e dar subsídios para politicas públicas.


Um dos destaques do evento, foi o Painel de Líderes que reuniu o presidente da Bosch América Latina, Besaliel Botelho, o presidente da GranBio, Bernardo Gradin, presidente da Iochpe-Maxion, Dan Ioschpe, a presidente da SAP Brasil, Cristina Palmaka e o vice-presidente executivo de Engenharia da Embraer, Mauro Kern.


No painel de Líderes os principais desafios levantados estão relacionados a questões de legislação, custo Brasil e  formação profissional. Outra discussão a partir da pergunta "Como aproximar startups de industrias" os participantes do painel sinalizaram que este é sem dúvidas o caminho mais rápido e mais assertivo. Mas que há um grande desafio para funcionar.

Em sua palestra, o especialista em inovação, Soumitra Dutta disse que embora o Brasil está no 69º lugar no Índice Global de Inovação, pode avançar rapidamente se adotar as políticas certas.


Soumitra indicou ao Brasil 4 desafios, 3 princípios e 7 sugestões. Dentre os quatro desafios precisamos criar uma marca associada a inovação, desenvolver mais capital humano nas áreas de ciência e tecnologia, melhorar a eficiência e a colaboração da Universidade com a Industria e com isso ampliar o ecossistema de inovação.

O evento foi encerrado com o discurso do Presidente do Brasil, Michel Themer, que se comprometeu a criar a Secretaria Especial de Inovação, como sugerido. Veja o discurso do encerramento do Fórum Exame CNI "Industria do Futuro" gravado pela NBR TV.


Mais sobre a Mobilização Empresarial pela Inovação:

terça-feira, 15 de maio de 2018

Marketing e desenvolvimento de produto

Por Sandra Elisabeth


Vamos começar pelo básico: O que é Marketing?

Segundo Kotler e Keller (2006) o marketing envolve a identificação e a satisfação das necessidades humanas e sociais, sendo definido de uma maneira simplista pelo autor, como uma forma de suprir necessidades lucrativamente. 

Eu concordo com Kotler, quando usa esta definição, afinal ele é conhecido como o “Pai do marketing”.




Mas porque será que ainda existem profissionais renomados que acham que Marketing é comercial de TV ou propaganda nos meios de comunicação?

Será que falta conhecimento? Falta pesquisa? Ou falta entendimento?

O fato é que o Marketing é um dos setores responsáveis pelo desenvolvimento de produtos nas empresas e o motivo é óbvio e está na definição do que é marketing: identificar e satisfazer as necessidades humanas e sociais.

Por identificar, segundo o dicionário, entende-se um verbo transitivo direto e pronominal que significa: “dizer quem é; determinar ou comprovar a identidade de (algo, alguém ou de si mesmo)”.
E satisfazer é um verbo transitivo indireto que significa “procurar a satisfação, a saciedade, a posse”.

Sabendo o que significa Marketing – dizer o que o cliente quer ter posse – fica claro que é este departamento que dirá ao desenvolvimento de produto o que deve ser produzido.

Observe que este é o primeiro passo no marketing; depois ele ainda vai dizer como deverá ser vendido, onde o público alvo está, qual será o preço de venda e como se comunicar com este público.

Por isso alguns cursos de engenharias têm a disciplina “Marketing e desenvolvimento de produto”, já que estes engenheiros precisam aprender:
  • O que ‘cobrar’ do departamento de marketing;
  • Quais informações precisam ter para desenvolver um produto novo;
  • A tendência de mercado;
  • O limite de custo do produto (para não custar mais do que o cliente está disposto a pagar);
  • Onde está o cliente para ajustar a logística; etc.
O que um engenheiro não precisa saber:
  • Como preparar um briefing de marketing;
  • Fazer um comercial de TV;
  • Criar um post de propaganda;
  • Lidar com as redes sociais;
  • E outras atividades ligadas ao P de Promoção.
Tudo isso é função do departamento de Marketing e digo mais, é função da agência de comunicação contratada por este departamento. Um publicitário leva de 4 a 5 anos para se formar e se especializar em fazer tudo isso!

Porém, o P de Produto deve ser de conhecimento e habilidade do engenheiro que desenvolverá este em parceria com o departamento de Marketing, já que este é quem domina a técnica de fabricação do bem material.

Em resumo, não dá para confundir os papéis de cada departamento, pois são interdependentes e interagentes entre si, ou seja, apesar de serem ‘ligados’ e depender um do outro, algumas ações e atividades serão feitas com independência.

terça-feira, 8 de maio de 2018

O empreendedorismo feminino

Por Sandra Elisabeth


Nos dados apresentados na última Pesquisa GALI, os empreendimentos administrados por mulheres obtém faturamento mais rápido do que os geridos apenas por homens. O que já era de se esperar, pois na maioria das vezes estas mulheres são arrimo de família e precisam ganhar dinheiro.

Empreendedora Sandra Elisabeth em palestra sobre Lean Startup
Na contramão desta notícia tão boa, a mesma pesquisa apresentou que as mulheres recebem menos investimento que os homens em seus empreendimentos.

Ora, se para os investidores é melhor investir em negócios que já estejam faturando, porque isto acontece?

A Pesquisa Gali não responde esta pergunta e eu também não tenho a resposta, mas quero colocar alguns fatos que vivo no dia a dia para pensarmos:

Curso de Empreendedorismo com
maioria masculina na sala
> Geralmente, em evento de empreendedorismo e negócio a maior parte do público participante é de homens;
> Se existe uma apresentação para investidores e havendo uma sociedade entre homem e mulher, na maioria das vezes, quem apresenta o pitch é o homem;
> Se a mulher tem a oportunidade de receber mentoria e investimento e precisa mudar de cidade seu marido ou namorado dificilmente a acompanham e algumas vezes a desencorajam a seguir este passo (muito parecido com o que acontece quando estão no mercado de trabalho e tem a oportunidade de uma promoção fora da cidade ou do país);
> Alguns cogitam “cotas para mulheres” – a forma mais cruel de discriminação existente (no meu ponto de vista, já que parte do pressuposto que nós mulheres não conseguiríamos por mérito);


Sei que os pontos acima não responde a pergunta feita anteriormente, mas se imagine no lugar de um investidor(a), e se fosse necessário a empreendedora apresentar seu projeto fora do país, ela iria? E se ela tivesse que se mudar para receber as orientações de um grupo de investidores? O que aconteceria? E então, qual deveria ser a postura do investidor(a) nestes casos?

Qual seria a sua postura se você fosse o investidor(a)?

Precisamos efetivamente nos empoderar enquanto mulheres e mudar este cenário! Não por obrigação dos demais, mas por mérito nosso. Às vezes, teremos que abrir mão de algumas coisas que acreditamos ser importantes para conquistar objetivos maiores e se lembrar que somos nós que elencamos as prioridades de nossas vidas e não podemos “culpar” os demais por isto!

Vamos seguir em frente e conquistar o mundo!


terça-feira, 1 de maio de 2018

Definindo prioridades

Por Sandra Elisabeth


Toda empresa tem diariamente muitas coisas para resolver e fazer e nem sempre conseguimos estabelecer o que deve ser feito primeiro.

Isto é normal, principalmente quando tudo nos parece prioridade.

O problema é que sabemos que nem tudo é prioritário e que algumas coisas podem colocar tudo a perder caso não seja resolvida.

E então, como fazer?

Existem diversas formas de se estabelecer prioridades, porém quero falar aqui da matriz GUT (gravidade X urgência X tendência).

A matriz GUT foi criada por Charles H. Kepner e Benjamin B. Tregoe, em 1981 como uma das ferramentas utilizadas na Solução de Problemas. É uma ferramenta de qualidade usada para definir prioridades dadas as diversas alternativas de ação e, portanto, muito utilizada nas engenharias. Kepner e Tregoe sugerem multiplicar as variáveis entre si para que saibamos o que é mais importante ser feito primeiro.

Passo a passo:

Observe a planilha acima. Ela será a base dos cálculos.
  1. Liste todas as tarefas e atividades da empresa, 
  2. Dê uma nota de 1 a 5 para cada atividade nos seguintes quesitos: 
    • Gravidade: quão grave é deixar de realizar a atividade? 
    • Urgência: a atividade precisa ser feita rapidamente? Haverá consequências se não for realizada “para ontem”? 
    • Tendência: o que vai acontecer se você não fizer nada a respeito? Vai piorar? 
  3. Multiplique as notas entre si, como no exemplo abaixo: 
  4. As atividades com notas mais altas são as que deverão ser realizadas primeiro e assim sucessivamente.
Perceba que está ferramenta tira todo o “emocional” do processo de decisão e ainda aponta as consequências de se não fazer algo.

É uma ferramenta muito simples e fácil de usar que pode te ajudar nos momentos de indecisão sobre o que fazer primeiro. A matriz GUT oferece os argumentos certos para priorizar suas ações.