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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Até quando planejar?

Por Sandra Elisabeth

Sempre ouvimos que planejar é importante. Que precisamos saber o que fazer, como fazer, por que fazer, quem deverá fazer.... Enfim, P-L-A-N-E-J-A-R!

Mas, até quando devemos planejar?

  • Até termos dinheiro? Assim, poderemos tirar nossos sonhos do papel e transformá-lo em realidade?
  • Até obtermos a garantia de que vai dar certo? E não correr risco nenhum de errar?
  • Até algum deputado aprovar finalmente aquela lei que torna nosso produto/ serviço necessário? E aí ter mercado e venda garantidos?
  • Até nossos filhos crescerem? E não precisarem mais de nós?

Agora, e se... ao longo da espera do "até" ou do planejamento...

  • Alguém com pouco recurso financeiro, conseguir colocar uma ideia parecida com a nossa em prática?
  • Alguém arrisca colocar um produto/ serviço similar ao nosso no mercado, e ele dá certo?
  • O deputado não assinou a lei, mas alguém convenceu os clientes com outros argumentos que algo parecido com o que íamos fazer é importante e vender primeiro?
  • Quando nossos filhos crescerem, nossa ideia já se tornou obsoleta?

Na aceleradora, vejo semanalmente empreendedores chegarem desesperados procurando "ajuda", pois a ideia de seus sonhos, que eles levaram anos planejando (e que ainda não colocaram em prática porque estão planejando), foi colocada em prática por um "concorrente"!

Vocês podem dizer: a solução é patentear o produto. Depois, se alguém copiar, cobramos royalties.

Sim, isso até funciona. Mas com os avanços tecnológicos de hoje, seu concorrente não faz o mesmo produto que você; na verdade ele resolve o mesmo problema que você resolve...

Explico: imaginem que até hoje todos nós andássemos descalços e alguém inventasse e patenteasse o 'produto chinelo'. Muito bem! Resolvemos o problema de andarmos descalços. Só que o inventor desta ideia ainda não começou a produzir e a vender seus chinelos, pois tem medo das pessoas não gostarem ou preferirem continuar andando descalças. E assim, ele continua planejando.... Enquanto isto, um outro empreendedor, percebendo a mesma necessidade resolve criar uma bota, pois protegerá não só a planta dos pés, mas os pés como um todo. Ele desenha, projeta, produz e começa a vender... A bota é diferente do chinelo, mas "serve" para a mesma coisa: proteger os pés!

É isso que tem acontecido atualmente, no mundo real, onde as coisas acontecem muito rapidamente. Sei que meu exemplo foi simples, mas a intenção é apenas ilustrar!

Não estou dizendo para não planejar, de forma alguma. Planejar é importante sim! Mas a ação é que vai nos diferenciar e ditar quem estará na frente, ditando as regras e quem irá nos seguir.

Minha dica então é: C-O-M-E-C-E com um produto mínimo viável. Vá para o mercado, teste seu produto, sua ideia, valide, ajuste, acerte e erre. Volte para a prancheta e pivote seu produto até ele ficar como o cliente deseja.

Não espere mais, afinal amanhã poderá aparecer alguém com a mesma ideia que você e sair na frente!


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Startup Acelerada pela Sýndreams é destaque no 5° Acelera CJE FIESP

A Startup Turn Underwear, acelerada pela Sýndreams foi destaque na quinta edição do evento Acelera, promovido pelo CJE da FIESP.

O evento que aconteceu dias 12 e 13 de novembro reuniu 200 startups dos mais diversos seguimentos na FIESP em São Paulo. O objetivo do evento é promover networking entre empreendedores e investidores, e com isso aumentar a chance de sucesso das empresas iniciantes.


Amanda Soares participou da edição anterior do Acelera com uma ideia para um dispositivo no Sutiã. A Sýndreams Aceleradora identificou na ideia da empreendedora uma oportunidade e sugeriu que ela adaptasse a proposta, agregando maior valor ao produto final.

Amanda convidou a amiga, Mainá Belli, para ser sua sócia na nova startup que surgia. As duas com ajuda da Sýndreams estão desenvolvendo um sutiã que troca de capa, possibilitando as mulheres utilizarem um modelo básico durante o dia, e na mesma peça inserir adereços de renda para sair a noite.

A Sýndreams apoiou o 5° Acelera, participando da mentoria e da banca de investidores.



Sandra Elisabeth (Consultora em Lean Startup), realizando mentoria de Marketing para Startups

Nivaldo Silva (NJS Consultoria) , realizando mentoria de Estratégia para Startups

Stéfano Carnevalli (Sýndreams Aceleradora), avaliando como Investidor as Startups

André Romi, parceiro da Sýndreams,
 avaliando como Investidor as Startups
A Sýndreams reforça o Agradecimento a toda equipe do Acelera, destacando o trabalho do consultor em Marketing e mentor da Sýndreams, Luiz Trivelatto.

Mainá, Luiz Trivelatto (Consultor e mentor da Sýndreams),
Amanda, Sandra e Stéfano  

Amanda Soares ( Turn Underwear) com
Sandra Elisabeth (Sýndreams Aceleradora)

A startup Turn Underwear foi destaque pelo produto ter evoluído
e ter conseguido investimento da Sýndreams Aceleradora

Mainá Belli e Amanda Soares (sócias Turn Underwear) e Sandra Elisabeth (Consultora em Lean Startup)

Presidente da FIESP, Paulo Skaf, quis conhecer mais
sobre a startup Fleur. Momento descontraído.

Presidente da FIESP, Paulo Skaf, brincando
com os investidores da Sýndreams.

Bastidores da gravação e entrevista com Amanda Soares
para o Bom dia Brasil

Bastidores da gravação e entrevista com Amanda Soares
para o Bom dia Brasil


Mais sobre o Acelera: www.fiesp.com.br/noticias/na-abertura-do-acelera-startup-diretor-da-fiesp-destaca-que-objetivo-do-evento-e-gerar-negocios/


Para inscrever sua startup de Economia Criativa, Healthcare ou Agronegócio na Sýndreams Aceleradora, acesse: www.syndreams.com.br/acelerar.html




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Acabou as eleições, e agora empreendedor?

Por Sandra Elisabeth

No último final de semana de outubro, a presidente Dilma foi reeleita por pouco mais da metade da população brasileira.

Se olharmos no mapa dos estados, “parece” que ela foi eleita apenas pelo Norte e Nordeste do Brasil; digo “parece”, pois nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste a presidente reeleita teve votos, assim como seu adversário teve votos no Norte e Nordeste.

Pois bem, passado o susto de uns ou a alegria de outros, é hora de voltar ao trabalho, olhar para frente e decidir: o que fazer agora?

Alguns empreendedores que encontrei me disseram que vão embora do país, que irão empreender em países da Europa que atualmente oferecem subsídios para empreendedores do mundo todo que desejem empreender fora de sua terra natal, é o que a Inglaterra fez por muito tempo, e o que Portugal está fazendo agora, só para deixar alguns exemplos.

Por outro lado, temos outros jovens apostando em grandes oportunidades, enxergando o “copo meio cheio” na situação econômica e social do país.

Estão surgindo muitos negócios envolvendo segurança de dados e informações, sistemas de controle e de gerenciamento à distância; produtos que substituem outros que deixaram de atender alguma nova norma; enfim à muito espaço ainda para os empreendedores.

Mas, um ponto precisa ficar claro: os investimentos anjo provavelmente irão diminuir, principalmente por causa dos juros altos atuais; explico: hoje é mais rentável aplicar o dinheiro no mercado financeiro que em empreendimentos, ideias ou negócios; sem contar que o risco do mercado financeiro (dependendo da aplicação) é mais baixo que o de investir em uma Startup.

Assim, hoje mais do que nunca os empreendedores estão “por conta própria” quando o quesito é dinheiro; por outro lado, há muito mais incentivo e apoio aos empreendedores hoje do que há anos atrás.

Além das já conhecidas entidades, temos ainda um maior número de incubadoras e as recém chegadas aceleradoras que auxiliam as pessoas a tirarem suas ideias do papel e transformá-las em realidade.

Muitos estão se perguntando hoje: porque empreender se muitos empresários estão fechado suas empresas ainda este ano? Respondo: porque o empreendedorismo será a profissão do futuro.

Na verdade, esta já é realidade em nosso país: hoje no Brasil mais de 95% das empresas são de micro, pequeno e médio porte; apenas pouco mais de 4% são grandes empresas. No nosso país não existem muitos “grandes empresários”, a maioria nós já vimos na capa das revistas de negócios, não porque são famosos, mas porque são poucos.

O discurso que os “grandes empresários” isso; os “grandes empresários” aquilo… cuidado: as grandes mudanças nas regras de mercado foram movidas por empresas, de 20 à 30 funcionários, que se juntaram, foram as ruas e fizeram a diferença.

Portanto, sempre é hora de empreender. As oportunidades estão por toda a parte. Basta se preparar com conhecimento de mercado e seguir sempre em frente. Afinal, o tempo não para!


Sandra Elisabeth é articuladora e mentora da Sýndreams Aceleradora; co-fundadora do GBG-Americana; membro do grupo de pesquisa GIG'S (Grupo de Inovação e Gestão em Saúde); mentora do Lean Startup Machine São Paulo; professora universitária e palestrante.