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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Empreendedorismo e a tomada de decisão

Por Sandra Elisabeth

Tomar decisão em um negócio nem sempre é fácil, mesmo porque o que funcionou no passado pode não funcionar no presente. E claro, não existe uma “receita de bolo” do tipo faça primeiro A; depois B e seu resultado será incrível.


Um ponto importante, porém pouco discutido sobre tomada de decisão, é o fator percepção; ou seja, o “problema” depende dos “olhos de quem vê”. É como na figura abaixo. O que você percebe? Um cálice? Ou dois rostos de frente, quase se beijando?
Perceba a diferença na percepção, a figura é a mesma! Provavelmente se esta figura fosse o “problema” que tivéssemos que resolver na empresa haveria uma grande discussão, pois cada pessoas vê uma foto diferente.

Ainda sobre percepção há algo que quero ressaltar neste artigo: a dificuldade que os empreendedores têm para identificar problemas. Não quero dizer que eles não percebam problemas, mas sim que priorizam os problemas visíveis e não os realmente importantes.

Vou dar um exemplo:

Em 2014 especialistas afirmaram que o Estado de São Paulo enfrentaria uma grave crise hídrica e que era necessário que todos economizassem água e se preparasse para a crise. Em 2014 não faltou água, assim não houve problema – logo poucos se prepararam efetivamente para a crise hídrica.

Em 2015 vimos os empresários desesperados sem água para produzir (o pouco que se tinha de pedidos) e aí presenciei soluções birabolantes, incluindo a compra de água de caminhões pipas!

Bom, e se já no início de 2014, quando se teve a notícia que haveria uma crise hídrica as empresas se preparassem, com mais uma caixa d’água, com abertura de novos poços artesianos, com investimento em reuso de água, etc, etc. provavelmente passariam “ilesas” pela falta de água na torneira.

O mais interessante é que voltou a chover! Porém há ainda o alerta de que a chuva que veio não foi suficiente para deixar todos os reservatórios a 100% e o pior como estamos em um outono com cara de verão, a água está evaporando mais rápido e sem previsão de chuva!

Será que esse empresário que pagou muito, muito caro em caminhões pipa para não parar a produção vai ter que tomar a mesma decisão de novo ou ele já aprendeu e “se preveniu”?

Ficar colocando a “culpa” no estado não resolve problema administrativo. É sim importante cobrar soluções do governo, porém não dá para esperar que o governo venha administrar seu negócio!

Assim como no caso da crise hídrica, existem inúmeros outros problemas extremamente importantes, que podem causar a parada total da empresa, mas que deixa de ser percebido por que não aparece.

Tomar decisões requer analisar tudo com muita profundidade e sabedoria. Percebendo as várias nuances que um problema pode ter e como ele poderá afetar direta ou indiretamente sua empresa.

Uma pergunta: como o terremoto no Japão impactou seus negócios? Você já parou para analisar? Qual decisão tomou? Se não viu as notícias; algumas empresas japoneses pararam a produção, tais como Sony e Honda. Você vende para elas? Você é fornecedor delas? Sua cadeia produtiva envolve produtos oferecidos por estas empresas?

Ser empreendedor requer saber tomar decisões e o melhor é tomar decisões racionais, pensadas e estruturadas e não no susto! Pense nisso...

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Sýndreams encontra Tour du Monde

No dia 11 de abril, a Sýndreams encontrou-se com Amandine e Alice idealizadoras do Tour du Monde; um  projeto francês que visa visitar 15 países e conversar com pelo menos 150 empreendedores objetivando descobrir quais serão os rumos da inovação nos próximos anos.


Participaram do encontro os empreendedores Priscila e Guilherme da Startup Dreamidea; a empreendedora Elisa da Startup Lole e os mentores da Sýndreams Sandra Elisabeth e Stéfano Carnevalli.


Durante a conversa as Startups se apresentaram à Amandine e Alice. Além destas, os mentores da Sýndreams também apresentaram as demais Startups que estão em processo de Aceleração: Pony Toy; NextSolar; Rega Vaso; Fashion Off; Locauz; Circulartes; Yashar e Moovup.


No final do encontro Sandra Elisabeth presenteou as idealizadoras do Tour du Monde com alguns exemplares de seu livro “Transforming ideas into profits: starting up in Brazil”.



Saiba mais sobre o projeto, siga o Tour du Monde no site http://www.indigenousworldtrip.org/.

Saiba mais sobre as startups citadas:





quarta-feira, 13 de abril de 2016

Startup Locauz chega a 1.000 estabelecimentos cadastrados

Startup acelerada pela Sýndreams, ajuda a aumentar número de clientes para prestadores de serviço e facilita a busca dos estabelecimentos por proximidade geográfica.


A Locauz atingiu a marca de 1.000 (mil) estabelecimentos cadastrados e com aumento de consultas dia a dia. Atuando de forma regional o objetivo é expandir para outras cidades. A Locauz é um site, que além de comparar os preços de serviços (sem precisar solicitar orçamento) compara também a qualidade deles e identifica a distância que separa cliente de empresa.

A Locauz foi lançado oficialmente em setembro de 2015.  "A ideia é listar os serviços, de acordo com a cidade, apresentar o preço e a qualidade. O preço é importante, porque geralmente as empresas prestadoras de serviços, como escolas, academias, salões de beleza, etc. não passam seus preços por telefone e pedem para o cliente ir até o local. Na Locauz o próprio cliente pode inserir seu serviço preferido, dizer quanto custa e o que ele acha do serviço prestado", afirma Maiara Lemos, idealizadora do serviço online.

"No começo o site estava vazio, só tinha eu de usuário, hoje fico muito feliz em dizer que temos 1.000 empresas cadastradas, oferecendo mais de 260 tipos de serviços diferentes e em 24 cidades” comemora Maiara.


Inspiração e Transpiração
Mas, para quem achou que a Locauz nasceu por acaso, assim como muitas empresas, se enganou. Quando Maiara Lemos voltou do seu intercâmbio do Canadá ela já sabia que queria empreender e também já tinha em mente o que fazer.
Quando esteve no Canadá, Maiara utilizou muito o serviço da Locality, um site que comparava preços de serviços, mostrava a qualidade de cada um deles (medida pelo feedback dos clientes) e também dizia a distância entre ela e a empresa. "Se não fosse pela Locality talvez não teria encontrado um salão de beleza bom, barato e próximo à escola onde eu estudava. Eu não conhecia bem a cidade e todos da sala eram intercambistas" relata Maiara. Quando voltou para o Brasil, a empreendedora fez algumas pesquisas e percebeu que não existia nenhum site similar e assim resolveu criar um, o Locauz.
Maiara começou a desenvolver o site no primeiro semestre de 2015, porém sabia que apesar de saber o que fazer lhe faltava o como colocar em prática. Em junho do mesmo ano foi aceita para participar do processo de aceleração da Sýndreams Aceleradora e sua ideia passou a ter mais ‘clareza’ e se transformar em um negócio!
Para prestadores de serviço terem seu estabelecimento aparecendo no site da Locauz é simples e gratuito, basta fazer um cadastro rápido e preencher as informações. Mas atenção: não se esqueça de pedir para seus clientes comentarem e deixarem seu feedback, pois é isso que garante seu empreendimento aparecer em 1º lugar!


Os próximos passos da Locauz serão lançar o aplicativo para smartphone e incluir a possibilidade das pessoas agendarem seus serviços (desde a aula de ginástica até a visita do eletricista em casa) de forma online direto pelo site ou app.
Conheça o Locauz, acesse:  www.locauz.com.br





segunda-feira, 4 de abril de 2016

A importância dos conflitos para as Startups

Por Sandra Elisabeth

Em 5 anos como diretora da Sýndreams Aceleradora, pude verificar que mais de 50% dos empreendedores de Startups não tem sócio. Pelo menos isto é o que percebemos como resultado em nosso formulário de inscrição.

E porque isso acontece?!

Na maioria das vezes, costumamos perguntar ao empreendedor: você não tem alguém que gostaria que você seu sócio? E a resposta invariavelmente é: até tenho um amigo, parente... porém é muito difícil “lidar” com ele... então prefiro tocar sozinho!

Mas, o que é tão difícil assim no outro? Simples: a divergência de opiniões e o medo da outra parte afetar negativamente o empreendimento. Ou seja: a tentativa de se evitar conflitos.

O que todo empreendedor precisa saber é que nem todo conflito é ruim. Na verdade, essa história de que todo conflito é ruim é uma visão extremamente tradicional! E o que me causa estranheza é que a geração da mudança, da quebra do paradigma ainda não “quebrou” este!

É claro que existe sim o conflito ruim, que é o conflito pessoal – aquele que não nos leva a lugar nenhum por discutir única e exclusivamente o outro e não a solução do problema. Porém quando o conflito existe porque há várias pessoas discutindo a solução de um problema, como aumentar as vendas, enfim discutindo a fim de se chegar a um objetivo comum, isto é muito bom!

Esse conflito bom é chamado de conflito funcional. E para os fãs do Dr. House esse é o conflito que acontece em todas as reuniões da equipe para se descobrir qual é o problema do paciente e como curá-lo.

Existem empresas que até estimulam o conflito funcional em sua equipe, principalmente quando esta precisa atingir metas e resultados importantes para a empresa.

Ter conflitos é importante para uma Startup, pois faz seus CEO’s; CFO’s e todos os outros “C’s” pensarem mais sobre os assuntos e assim tomarem as melhores decisões.

O que não pode acontecer em uma sociedade é um sócio falar e os outros apenas concordarem para evitar o conflito, porque no futuro se algo der errado os que concordaram irão dizer que a culpa é do outro – que teve a ideia.

Pior ainda é deixar de ter um sócio apenas para não ter conflitos... Infelizmente esta não é uma realidade possível, pois em todas as relações humanas há conflitos. Você poderá não ter sócios para conflitar, porém terá muitos colaboradores e clientes que entrarão em conflito com você! Não há como escapar, o jeito é tirar o melhor dos conflitos e crescer com eles!