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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Implantando as estratégias

Por Sandra Elisabeth

Depois de uma empresa decidir o que fazer é necessário definir o como fazer para implementar as estratégia.

É importante que o empreendedor tenha bem definido quais serão suas metas e objetivos. Lembrando que estas precisam ser:
=> Mensuráveis;
=> Temporais;
=> Atingíveis;
=> Relacionados com a estratégia.


Geralmente a empresa faz um planejamento estratégico amplo e único que inclui toda a empresa. Porem para se realizar a implementação deste plano é necessário que ele seja dividido entre as áreas funcionais da empresa para que cada um saiba exatamente o que deverá fazer.

Todas as empresas, independente do tamanho, tem no mínimo 4 áreas  funcionais: produção; marketing e vendas; financeiro e recursos humanos. Isso significa que seu planejamento precisará ser dividido em pelo menos 4 áreas para que seja implantado corretamente.

Um outro passo muito importante para se implantar o planejado é elaborar um bom plano de ação. Para se fazer isso o empreendedor precisa se perguntar:
  • O que deve ser feito?
  • Do que depende?
  • Quem deverá fazer?
  • Porque a atividade é importante?
  • Como a atividade deverá ser realizada?
  • Qual o prazo de início e fim de cada etapa?
  • Quanto vai custar?
  • Quais outros recursos serão necessários para que a atividade seja realizada? 


Após responder essas questões, o ideal é que seja elaborado um cronograma de implantação que irá estabelecer as datas de quando as atividades deverão se iniciar e terminar. Isto ajudará na fase seguinte – a de acompanhamento, pois só assim saberemos se tudo está sendo cumprido no tempo certo.


Exemplo de cronograma:


Observe que assim é possível visualizar o que está acontecendo, em que momento e se o planejado está ou não sendo cumprido.

É claro que se isso foi algo tão simples, qualquer um implantaria estratégias, porém sabemos que há várias dificuldades para se fazer isso. Costa (2003) cita algumas delas:
  • Diagnóstico inexistente ou inadequado
  • Foco no “aqui e agora”
  • O “fogo de palha” e a novidade do mês
  • Falta de comprometimento da alta e média gerência
  • Mudanças inesperadas durante o andamento do processo
  • Falta de metodologia adequada e consensual
  • Muita análise, pouca síntese e nenhuma ação
  • Falta de flexibilidade no processo
  • Falta de vinculação dos investimentos com o orçamento operacional
  • Falta de comando para implementação

Enfim, o importante é que você comece a implementar suas ideias agora, neste momento! Não deixe para depois! E sempre acompanhe cada um dos passos que são dados para garantir que tudo sairá como o planejado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Ferramentas para formulação de estratégias

Por Sandra Elisabeth

Como tudo na administração de negócios, não existe uma “receita de bolo” para formular suas estratégias. Você pode pensar e desenhar o seu próprio caminho, lembrando é claro de responder o que fazer e como fazer!

Porém, para os que gostam e preferem usar ferramentas para elaborar suas estratégias, aproveito este artigo para deixar algumas dicas:

O empreendedor pode pensar em estratégias de diversificação do seu produto, assim oferecendo:

Produtos ou serviços atuais para clientes novos;
Que como o próprio nome diz, é um modelo onde a empresa oferece seus produtos ou serviços para um novo público alvo.  É claro que ninguém consegue garantir que este novo mercado irá se comportar da mesma forma que o antigo e por isso usar o método lean startup pode ajudar a diminuir os riscos.

Novos produtos ou serviços para os mesmos clientes;
Onde a empresa oferece produtos ou serviços novos para o público alvo que já está acostumada a atender e neste caso o risco é o público alvo não ‘gostar’ do novo produto ou serviço, por isso o ideal é iniciar com u MVP para validar a ideia e mercado.

Novos produtos ou serviços para clientes novos.
Ou seja, uma startup. E aí pessoal, o ideal é começar mesmo com o MVP, medir resultados, colher feedback. Não tem jeito, tem-se que fazer desta forma!


Um outro jeito de se pensar as estratégias é de acordo com a competição do mercado. Neste caso a ferramenta usada pode ser o quadro das “Estratégias competitivas de Porter”.



Diferenciação
Neste caso a empresa ou startup escolhe atuar com produtos diferenciados, fazendo com que invista mais recursos em publicidade, novas tecnologias, pesquisa e desenvolvimento tudo para que seu público alvo a identifique como única no mercado.

Liderança em custo
Aqui a empresa ou startup centra esforços na eficiência e eficácia para diminuir os custos operacionais, geralmente trabalha com produção em massa e produtos ou serviços mais simples, com pouca ou nenhuma diferenciação.

Foco
Também conhecido como produto de nicho, a empresa ou startup escolhe um público alvo muito específico e ás vezes pequeno para oferecer seus produtos ou serviços. Quando a escolha é pela estratégia genérica foco é necessário ainda que o empreendedor decida se irá trabalhar com foco em diferenciação ou em custo.

Além das formas apresentadas anteriormente, você como empreendedor pode:

·         Desenvolver estratégias para melhorar o tratamento com o cliente;
·         Inserir estratégias focadas na qualidade dos produtos ou serviços;
·         Ter estratégias de parceria para ampliação de mercados ou clientes;
·         Desenvolver estratégias com base na liquidez da empresa, focando a melhora financeira da empresa;
·         Elaborar uma estratégia de internacionalização.

Em qualquer uma delas lembre-se de descrever o que será preciso fazer e como será feito! Sem estas informações é impossível transformar as estratégias em ações!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Como montar um bom portfólio

Por Sandra Elisabeth

Como todos devem saber portfólio é o conjunto de trabalhos realizados por uma pessoa ou a somatória dos produtos e serviços oferecidos por uma empresa.

Hoje falaremos sobre os produtos e serviços oferecidos por uma empresa.

Antes de começar a falar do produto propriamente dito, a empresa precisa segmentar seu mercado em áreas estratégicas, ou seja, escolher seu público-alvo e mercado principal de atuação.


Isso é importante, pois a partir desta informação a empresa saberá o que oferecer e para quem oferecer. Diminuindo o risco de desenvolver algo que as pessoas não queiram.

Após esta “escolha” é importante medir o grau de atratividade deste mercado, respondendo principalmente se é um mercado em ascensão ou um mercado já obsoleto. Este é um ponto importante porque diz respeito ao cliente. Ele vai querer comprar seu produto ou serviço? Ou o que você está colocando no mercado já é considerado obsoleto por esse cliente?

Medindo o grau de atratividade (que pode ser alto, médio, regular ou baixo) é necessário agora compreender quais os valores seu cliente compra ao adquirir seu produto: prazo de entrega, status, relacionamento, atendimento... Esta informação é possível você conseguir elaborando seu Business Model Canvas.

Não esqueça que muitas vezes além de você outras empresas oferecem os mesmos benefícios ao cliente e sua responsabilidade é conhecer bem esses concorrentes e saber no que eles são melhores do que você! Com isso em mãos, é possível programar as ações corretivas necessárias para que seu produto ou serviço “vença” a concorrência.

E lembre-se:
Concorrente não é ameaça! O que VOCÊ faz pior do que ele é seu ponto fraco e o que VOCÊ faz de melhor é o seu ponto forte.
Não terceirize a “culpa”! Assuma-a e faça as mudanças necessárias!

Talvez sua empresa já tenha alguns produtos no mercado, meça em que momento do ciclo de vida eles estão. Não mantenha produtos que estejam entrando na linha do declínio, pois só lhe trarão custos.

Para saber em que momento da vida seu produto está, saiba que os produtos nascentes exigem mais investimentos e têm um retorno a longo prazo, os produtos em crescimento continuam exigindo um certo grau de investimento, porém conseguem oferecer retorno significativo, os já maduros geralmente não exigem nada de investimento e geram um grande retorno financeiro e os em declínio exigem grandes investimentos financeiros (principalmente em publicidade e propaganda) e não oferecem retorno significativo, tendendo a diminuir cada vez mais esse retorno.

Veja a ilustração abaixo que exemplifica o ciclo de vida do produto:


Uma dica importante é: fique atento à sinergia de seu portfólio. Não crie produtos ou serviços que venham a gerar mais custos ou lhe exija uma certa “concorrência”, seja entre os produtos ou mesmo de canais de venda.

O melhor que se tem em um portfólio é quando produtos e serviços diferentes podem ‘dividir’ os mesmos custos fixos, pois diminuí o custo final dos produtos e melhora a competitividade da empresa.

E por fim, atente-se aos riscos de ter apenas um produto ou serviço em seu portfólio, pois é como colocar todos os ovos em uma única cesta. Se a cesta cair, todos os ovos podem se quebrar.

É claro que se você é uma startup irá começar com apenas um produto, porém assim que ele entrar na linha de crescimento inicie o desenvolvimento de algo novo, para que em pouco tempo você possa ter produtos maduros gerando caixa e exigindo pouco investimento.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Descobrindo oportunidades usando a análise de ambiente

Por Sandra Elisabeth

Existem várias teorias e artigos que falam e explicam sobre o que é, como fazer, porque fazer a análise do ambiente estratégico.


Porém, o que poucos textos apresentam é sobre como aproveitar as informações encontradas para alavancar o negócio ou empreendimento!

Quero discutir um pouco sobre isso hoje!

Para alavancar seu empreendimento baseado nas informações da análise do ambiente estratégico é necessário antes de tudo identificar quais as principais oportunidades existentes em seu mercado e apresentadas nesta análise. Na sequencia, observar quais são os pontos fortes que mais se destacaram.

Em posse destas informações faça um brainstorming com a equipe com o objetivo de discutir como usar os pontos fortes (já existentes na empresa) para aproveitar ao máximo as oportunidades levantadas na análise de ambiente.

Nesse brainstorming não vale discussões do tipo: “se nós tivemos ‘isso’ conseguiríamos aproveitar a oportunidade”; “se nós tivéssemos ‘aquilo’...”. O objetivo é com o que você tem de melhor HOJE, poderá fazer o que para aproveitar ao máximo as oportunidades!

É claro que não vamos esquecer as fraquezas e as ameaças, porém para “resolver” estes pontos a empresa precisará se alavancar, crescer, ter caixa e só conseguirá fazer tudo isso se souber aproveitar as oportunidades existentes.

E lembre-se que se você só enxerga o lado “meio vazio” do copo, seu concorrente poderá olhar só o lado “meio cheio” e sair na sua frente! Pense nisso!