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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Porque nem sempre a implantação das estratégias dá certo

Por Sandra Elisabeth

Já ouvi muitos empreendedores iniciantes e empresários de carreira afirmando que “tudo fica lindo no papel, mas que no mundo real não dá certo!”.

Alguém aí já se perguntou por que isso acontece?

Bom, eu já! E confesso que no inicio também acreditava que a verdade era essa e que não havia nada a ser feito.

Porém, se essa é a única verdade porque ainda perdemos tempo planejando? Porque tantos autores escreveram livros e livros falando da importância de se colocar as ideias no papel para que elas virem realidade? Será que é tudo enganação?

Não é enganação! O problema de não conseguirmos colocar em prática o que está escrito no papel e, portanto não alcançar as metas ali inseridas é em grande parte devido a nossa falta de competência.


É isso mesmo! Por vezes desenvolvemos planejamentos estratégicos que nós mesmos não conseguimos cumprir... E o que nos falta para ter a competência necessária é capacitação!


O que esquecemos com frequência é que toda empresa é feita por pessoas! São as pessoas que fazem as coisas acontecer! Não são as máquinas, a rede, a velocidade da Internet, etc. São as pessoas. Sendo assim, no momento do planejamento estratégico precisamos levantar quais são as lacunas de capacitação existentes, ou seja, o que falta de conhecimento para aquela atividade ou ação ser realizada pelo seu responsável.

É fácil dizer que a equipe de vendas não bateu a meta e por isso o planejado não foi realizado, mas a equipe estava preparada para cumprir esta meta? Eles tinham o conhecimento necessário do produto, do cliente, da região onde venderiam? Ou faltou alguma coisa, algum conhecimento?

Levantar as lacunas de capacitação de uma empresa não é algo difícil.

Primeiro é necessário a empresa descobrir onde estão as falhas. E se achar complicado levantar isso compare-se com o seu concorrente: o que você faz melhor que ele? E pior? E não invente histórias do tipo “ah meu concorrente vende mais barato porque sonega impostos”, assuma: meu concorrente vende mais barato, eu preciso rever meus custos para verificar se posso também fazer isso!

Depois de saber quais são suas falhas verifique quais competências a empresa precisa ter para solucionar o problema. (Voltando no exemplo acima, talvez seu comprador precise melhorar a forma como negocia preço com fornecedores). Analise se internamente você já tem estas competências, caso não essa se torna uma lacuna de capacitação.

Observe que não estamos procurando “pessoas culpadas”, isso é muito fácil!  Estamos resolvendo o problema: capacitando as pessoas para que não errem mais!

E para evitar o erro, uma startup deve antes de colocar o plano em prática saber exatamente quais competências são necessárias para que dê tudo certo, como planejado. Caso não tenha isso internamente precisará capacitar a equipe antes, evitando os erros futuros.

Já disse muita coisa, quero que entendam que: uma empresa bem sucedida não procura culpados por as coisas não saírem como o planejado. Ela entende o que aconteceu e corrigi a rota. E essa correção invariavelmente passa por capacitação!

Lembre-se disto no momento de “colocar a culpa de” em alguém! Façam acontecer de verdade!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Startups oportunidades 2017: Brasil 100% Digital e Brasil mais Produtivo

por Stéfano Carnevalli

O ano de 2017 será um ano decisivo para retomada do crescimento e desenvolvimento do Brasil. Alguns programas e propostas do atual governo federal estão ajudando a sinalizar os possíveis cenários para os próximos anos.

Nos programas Brasil 100% Digital e Brasil mais Produtivo há oportunidades reais para startups de diversos setores, principalmente aquelas que podem atuar com o Governo e as Industrias.

Brasil 100% Digital

Um dos eventos promovidos pelo pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Secretaria Geral e Casa Civil da Presidência da República e pelo TCU apontou as principais alterações e metas para o plano a Política de Governança Digital (Decreto 8.638/2016) e da Estratégia de Governança Digital (Portaria 68, de 07.03.2016), bem como várias ações de controle voltadas à indução do desenvolvimento digital.

Essa segunda edição do Seminário Internacional, que aconteceu em novembro de 2016, apontou algumas oportunidades para startups nas seguintes áreas:

  • Controle Externo e Serviços Públicos na era Digital (programa de Inclusão Digital, TI pública e controle digital)
  • Geotecnologias, Analytics e Big Data no Controle (Auditoria de folhas de pagamento e de dados abertos, Fiscalização de obras, demandas e previsão de infraestrutura)
  • Participação Social e Acesso a Informação (Participa.BR, Transparência e Controle Social)
  • Segurança (Uso de biometria, Internet das Coisas, 

Nas apresentações e debates entre especialistas destaca-se o aumento gradativo e continuo de ações para digitalização. Com isso soluções envolvendo aplicativos e softwares serão demandados por diversos setores de governo nos âmbitos Federal, Estadual e Municipal.


Brasil mais Produtivo


O Programa Brasil Mais Produtivo atenderá três mil indústrias de pequeno e médio porte
em todo o Brasil, com o objetivo de aumentar em 20% sua produtividade. A iniciativa é
do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), SENAI, APEX-Brasil e ABDI, com a parceria do SEBRAE e BNDES.

Para mensurar a efetividade dos resultados, os indicadores de produtividade serão medidos no início e no final do programa com um total de 120 horas de atendimentos de consultoria do SENAI.

Para a avaliação dos resultados, serão utilizados quatro indicadores:

  • Produtividade: o aumento da quantidade de unidades produzidas em um espaço de tempo;
  • Movimentação: a diferença entre o tempo de movimentação antes e depois do programa;
  • Qualidade: a diferença entre o retrabalho antes e depois do programa;
  • Retorno financeiro: a diferença entre o retorno financeiro e o que foi investido no programa.

O MDIC estuda a ampliação do programa Brasil Mais Produtivo em mais duas etapas. A próxima linha de expansão deverá abordar a Eficiência Energética das Indústrias. A terceira fase do projeto de expansão contempla os instrumentos de Manufatura Avançada.
Para startups há várias oportunidades para oferecer serviços e produtos para as Industrias participantes do programa, como por exemplo: controle de produção, canais de comercialização, robótica, novos materiais, monitoramento e desempenho de equipes.

Referências:

Seminário Internacional Brasil 100% Digital 2ª edição
Palestra Estratégia de Governança Digital para o Governo Federal - Ministro Dyogo Oliveira - Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão

Vídeo no canal do TCU sobre o evento: https://www.youtube.com/watch?v=kEr0yLnjY5w

Brasil Mais Produtivo
Perguntas e Respostas, resumo do programa.



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Sýndreams avalia projetos no 9º Concurso Acelera Startup – Etapa Capital.

No dia 08 de novembro os diretores da Sýndreams, Stéfano Carnevalli e Sandra Elisabeth participaram como avaliadores/ investidores do 9º Acelera Startup – Etapa Capital, organizado pelo Comitê Acelera FIESP.

Sandra Elisabeth e Stéfano Carnevalli
O Concurso Acelera Startup começou em 2012 e hoje é o maior evento de investimento-anjo da América Latina.

Tem como objetivo fomentar o empreendedorismo, além de integrar as necessidades e as expectativas dos empreendedores e dos investidores interessados em investirem em projetos e/ou empresas inovadoras.

Os participantes, previamente selecionados pela Comissão Organizadora, têm a oportunidade de participar de palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias, inclusive com investidores. Os melhores empreendedores (finalistas) têm a oportunidade de apresentarem os seus negócios, no modelo de “elevator pitch”, à banca de investidores mais seleta do mercado. Dentre os finalistas, os melhores avaliados são considerados como vencedores do Concurso, para fins de premiação.

Momento das avaliações dos projetos
E foi neste ambiente que os diretores da Sýndreams estiveram no último dia 08 de novembro. De acordo com Sandra Elisabeth esta última edição estava repleta de boas ideias e bons negócios e foi efetivamente uma disputa bem apertada entre todos os empreendedores.

Dentre todos os projetos selecionados, os ganhadores do 9º Concurso Acelera Startup foram:

Na categoria pré-operacional:
Startup Protesis, do empreendedor Thiago Jucá, que cria próteses impressas em 3D, a preço mais baixo que o do mercado.

Na categoria operacional:
Startup HPU – Hydraulic Power Unit, do empreendedor Maurício Pazini Brandão, é uma evolução dos sistemas hidráulicos, com menor consumo de energia e de óleo.
  
Os vencedores da nona edição do Acelera Startup com seus troféus. 
Foto: Everton Amaro/Fiesp
Fonte: http://www.fiesp.com.br/noticias/protese-de-mao-de-baixo-custo-e-sistema-hidraulico-revolucionario-vencem-9o-acelera-startup/
 Parabéns aos ganhadores e que aproveitem ao máximo os resultados deste concurso para crescerem e se desenvolverem ainda mais!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Cultura empreendedora: UNIMEP e Faculdade Dom Bosco

A Sýndreams foi convidada a participar de dois eventos universitários no mês de outubro que estimulam a cultura empreendedora entre os alunos. 

Em Santa Bárbara d´Oeste-SP, A UNIMEP em parceria coma  Incubadora de Empresas "José João Sans", promoveu dentro da Semana de Engenharia uma mesa redonda sobre "Os desafios para pequenas empresas". 


Coordenado pelo Prof. Daniel Monaro, a mesa redonda trouxe dúvidas dos alunos que foram respondidas pelos empresários convidados e um dos articuladores da Sýndreams. Na Semana ocorreram outras palestras e temas relacionados a empreendedorismo.




Outro evento foi a apresentação dos projetos de conclusão e de estudo de caso do curso de Administração da Faculdade Dom Bosco em Piracicaba - SP. Coordenado pelo Prof. Antonio Ivan Cesso com apoio do Prof. Marcelo Fernandes, os alunos após meses de preparo e estudo apresentam suas ideias e estudos.


A Sýndreams têm um papel importante de incentivo aos alunos julgando os trabalhos e indicando os três melhores grupos. 

Prof Ivan (D. Bosco) com Sandra (Sýndreams) 




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Desenvolver commodities ou produtos diferenciados?

Por Sandra Elisabeth

Vivenciamos hoje uma grande mudança na concepção de produtos ou serviços. Todos querem “ser donos” de ideias inovadoras, disruptivas e que gerem produtos ou serviços diferenciados.


Mas, o que são produtos diferenciados? São os produtos diferentes dos demais, exclusivo, ao menos na cabeça de quem vai comprá-lo ou usá-lo. E essa é a questão!


Alguns empreendedores “se matam” para desenvolver algo incrível e não se atentam ao que é “incrível” para o cliente. É ele quem decide se o produto ou serviço é realmente diferenciado.

Por mais que a pessoa que desenvolveu acredite que criou algo inovador e diferente, caso o cliente não se convença disso, de nada adiantou!

O autor Eliezer Costa (2003) apresenta uma lista de possibilidades que um empreendedor tem para diferenciar seu produto ou serviço. Vocês poderão perceber que alguns itens não exige muito esforço, mas apenas alguns ajustes. Vale lembrar que o mais importante é o que o cliente acredita ser “O” diferente:

  • Adicionar-lhe novas facilidades, sofisticar-lhe, dar-lhe um charme especial;
  • Criar uma marca, ou usar marca conhecida que inspire confiança e respeito do usuário ou cliente;
  • Apresentar novo empacotamento, embalagem mais bonita, mais atraente, mais adequada ao uso, outros tamanhos ou formas;
  • Fornecer serviços mais amigáveis, mais simpáticos, personalizados;
  • Oferecer equipamentos de uso mais simples, auto explicativos;
  • Usar a qualidade superior como arma competitiva;
  • Aproveitar modas, eventos especiais ou sazonalidade;
  • Explorar a proximidade com o cliente ou usuário visando à customização do produto ou serviço;
  • Oferecer serviços ou produtos confortáveis ao uso;
  • Oferecer serviços ou produtos que respeitem ou preservem a natureza;
  • Oferecer serviços ou produtos que respeitem os critérios de cidadania;
  • Fornecer assistência técnica insuperável;
  • Em um restaurante, ou em um produto alimentar, por exemplo, adicionar um “tempero exclusivo”, exótico, um segredo;
  • Associar o produto ou serviço a uma “causa nobre”, por exemplo, cultural, social, filantrópica.


É claro que existe a possibilidade de desenvolver um produto ou serviço completamente inovador, porém antes de tudo é preciso identificar as necessidades do público alvo.

Uma forma de inovar o produto ou serviço existente é aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mercado. Já discutimos isso em outro artigo, mas vale lembrar-se de alguns pontos que são relevantes nesse caso:
  • Atente-se a novas regulamentações (ou novas desregulamentações);
  • Globalização e internacionalização (ou regionalização);
  • Saltos e descontinuidades tecnológicas, por exemplo, em teleinformática, genética, mídia eletrônica ou Internet;
  • Mudanças de hábitos no público alvo ou na clientela.

Independente de qual modelo você resolver seguir, lembre-se de aproveitar seus pontos fortes a seu favor e olhar o que seus clientes estão querendo! Comece e vá ajustando sua ideia e projeto à realidade do mercado.