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terça-feira, 30 de maio de 2017

Maio o mês da indústria

Por Sýndreams

Para quem não se lembrou ou não sabia, o último dia 25 de maio foi comemorado o dia da indústria.


Esta data foi escolhida em homenagem ao patrono da indústria nacional, Roberto Simonsen, que faleceu em 25 de maio de 1948. Roberto Simonsen foi um engenheiro, industrial, administrador, professor, historiador e político, além de membro da Academia Brasileira de Letras – ABL.

Roberto Simonsen.
Fonte: FIESP
Roberto Simonsen foi escolhido patrono da indústria nacional porque na década de 1930, desempenhou papel fundamental para a consolidação do parque industrial brasileiro. Ele sempre trabalhou a favor da indústria nacional.
Enquanto os países ricos estavam em conflito (1938 a 1945) o Brasil começava a fabricar os produtos até então importados da Europa e da América do Norte.
A inauguração da Siderúrgica de Volta Redonda foi o impulso que faltava para essa atividade que se tornava forte, mas ainda estava sob responsabilidade do Estado.
O mundo mudou, a indústria cresceu, mas ainda precisamos lutar pela indústria... Antes eram os governos que não tinham interesse no desenvolvimento industrial privado, hoje me parece que até mesmo os trabalhadores ainda não entenderam a importância da indústria.
Uma indústria forte garante bons empregos e bons salários, uma indústria falida quebra um país! Eu não estou falando das grandes multinacionais, que para quem não sabe de acordo com o SEBRAE no Brasil representam apenas 5% das empresas.

Isso mesmo, 95% das empresas no Brasil são micro, pequenas e médias empresas. Ou seja, cada lei, cada regra, cada gesto contra a indústria prejudica os pequenos empreendedores, que estão tentando melhorar sua própria vida e a de seus funcionários.


Minha sugestão: antes de criticar o empresário nacional, lembre-se que ele é como você e talvez tenha até um pró-labore menor que o seu salário, os “ricos” infelizmente não são a maioria...

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Lean Startup: uma forma de minimizar as incertezas inerentes aos processos inovadores

Por Sandra Elisabeth

O método lean startup ficou mundialmente conhecido por ser um modo de “empreender com pouco” e hoje já existem muitos livros e artigos que contam as histórias de empresas e empreendedores que utilizaram-se do lean startup para empreender.

Eu mesma publiquei um livro internacionalmente em 2015 (Transformando ideias em negócios lucrativos: aplicando a metodologia lean startup) que trata deste assunto de forma muito simples, para que empreendedores leigos pudessem compreender o que é e como aplicar o lean startup.


Porém, mas do que empreender com pouco recurso financeiro, esta metodologia proporciona uma melhor gestão de riscos nos negócios, principalmente dos que envolvem a necessidade de altos investimentos financeiros.

Como já disse em outros artigos, sim é possível empreender sem dinheiro; porém as inovações de disruptura exigem um alto investimento e possuem grandes riscos.

E após 10 anos estudando Gestão de Marketing, 7 anos estudando sobre o assunto Lean Startup, 2 anos estudando sobre Inovação e 1 ano estudando sobre Indústria 4.0, posso afirmar que o método Lean Startup não é apenas uma ferramenta administrativa que auxilia o empreendedor a tirar sua ideia do papel com pouco recurso financeiro e de tempo.
Método Lean Startup comparado com PDCA
O lean startup é uma forma de realizar o planejamento estratégico da empresa e gerir os riscos inerentes ao negócio, principalmente os de processos e produtos inovadores.

Não é atoa que empresas já estabelecidas tem procurado a Sýndreams para auxiliá-las na utilização desta ferramenta para desenvolvimento de clientes, planejamento estratégico e gestão de riscos nos processos de inovação.

E não só as empresas estão buscando nesta metodologia soluções de planejamento e gestão de risco, como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também tem olhado para as metodologias ágeis (lean startup e canvas) uma forma de auxiliar o desenvolvimento industrial do país, haja vista o programa ‘Startup – Indústria’ e seus objetivos.


O método lean startup nasceu “pequeno” (lean), para auxiliar quem estivesse começando. Mas hoje, já amadureceu e ficou grande, e é capaz de fazer muito mais do que antes!

terça-feira, 16 de maio de 2017

Sandra Elisabeth realiza palestra na Feira da Empregabilidade na Faculdade Anhanguera de Santa Bárbara D’Oeste

Por Sýndreams

No último dia 13 de maio aconteceu na Faculdade Anhanguera de Santa Bárbara D’Oeste a Feira da Empregabilidade. O objetivo deste evento é aproximar quem procura trabalho ou estágio de quem oferece vagas no mercado, além de proporcionar uma programação que auxilia no desenvolvimento da carreira e na ascensão profissional.

Sandra Elisabeth durante palestra na Faculdade Anhanguera
E como empregabilidade é a condição de uma pessoa se manter sempre empregada e constantemente procurada e convidada pelas organizações do mercado. Para se manter a empregabilidade é necessário fazer a gestão da própria carreira assumindo totalmente a responsabilidade de se atualizar e reciclar constantemente.

Nossa mentora, Sandra Elisabeth, foi convidada por Fernanda Celin à palestrar sobre “Startup, Aceleradora e Investidor Anjo” para os alunos e comunidade em geral que busca mais que um trabalho ou emprego: gerar renda para si e para outros desenvolvendo seu próprio negócio.

Sandra Elisabeth e Fernanda Celin
Durante a palestra, Sandra Elisabeth, tirou dúvidas sobre os conceitos de Startups, porque procurar uma aceleradora ou incubadora e também deu dicas de como conseguir um investidor-anjo.

Ficou interessado nas informações discutidas na palestra? Entre em contato conosco (criativa@syndreams.com.br), faça suas perguntas, ficaremos felizes em responde-las

terça-feira, 9 de maio de 2017

O MVP (produto mínimo viável) é um “produto medíocre?”

Por Sandra Elisabeth

Atualmente os empreendedores tem tido muita dificuldade com os prazos estipulados para um aplicativo ou software ficar pronto e ser lançado.


Independente do programador ser sócio da empresa, free lancer, terceirizado, contratado... ou qualquer outro modelo possível, desconheço casos em que o produto final (App ou Software) foi entregue na primeira data combinada.

Tanto é que se a promessa for entregar em 30 dias já esperamos para 60 dias!!!

Até pouco tempo atrás eu (Sandra Elisabeth) acreditava que isso acontecia devido ao preciosismo que os programadores tinham, em querer entregar o melhor MVP possível. Porém, recentemente ouvi o seguinte desabafo de um desenvolvedor: “Todos aqui estão dando o melhor de si e vocês querem que eu entregue um trabalho medíocre? E depois, dirão que não deu certo, ou será preciso refazer por minha C U L P A?”.

Então, a ficha caiu!


Todos os envolvidos em um novo projeto querem que ele dê certo, que exista vendas, que os investidores coloquem dinheiro e por isso se empenham muito, mais muito mesmo para que tudo dê certo! E os programadores / desenvolvedores também querem se emprenhar, no mesmo “nível” para que isso aconteça! Então, enquanto o produto final não ficar o melhor possível eles não consideram pronto...

Eles não estão errados, todos se empenharam... e agora querem que ele seja “medíocres”? Não, eles não serão medíocres e vão querer entregar o melhor do melhor!!!

O que talvez os programadores não saibam é que infelizmente, ou felizmente após o início da Startup e esse esforço gigantesco de todos os envolvidos para o lançamento inicial do MVP, quem vai trabalhar sem parar um minuto será ele (programador), pois os clientes ao usarem o produto desejarão melhorias e essas melhorias serão feitas por ele e pela equipe dele.

Os demais sócios (administradores, vendedores, etc) apenas entregarão ao programador os feedbacks dos clientes... e terão que aguardar as mudanças para continuar...


Resumidamente, como Trías de Bes e Kotler reforçam em “A bíblia da inovação” “os mercados mudam tão rapidamente que não faz sentido esperar até que uma inovação (App ou Software) esteja perfeita, pois ainda precisaremos modifica-la ou melhorá-la no curto prazo”.

Por isso meus queridos programadores, NÃO queremos que vocês sejam medíocres e a “culpa” por mudanças nos projetos desenvolvidos não é de vocês; é do mercado. Por mais que tentemos agradar o cliente não conseguiremos fazer isto na primeira vez. Haverá muitas mudanças, pivotaremos várias vezes até conseguir chegar em um produto final!

E lembre-se que nem até hoje o Windows está pronto!!! Ele até já travou em apresentações públicas de lançamento... E qual é o problema disso acontecer??? A empresa continua tendo muitos clientes, sendo considerada uma empresa inovadora e está tudo bem!


Pensem nisso! O MVP é o produto mínimo viável que me levará a conhecer o que o cliente final deseja de fato e não um produto medíocre!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Concorrente é referencial e não ameaça!

Por Sandra Elisabeth

Na administração ouvimos com certa frequência que concorrente bom é concorrente morto! Mas porque? Porque se não houver concorrente não há referencia, ou seja, o cliente não consegue comparar atendimento, produto, serviço, etc. simplesmente por não haver outro com quem fazer.


Então vamos sair “matando” os concorrentes? NÃO! Pelo contrário, ter concorrentes facilita a comunicação com os clientes, pois eles sabem que existe este produto ou serviço, ajuda a construir mercado, a desenvolver fornecedores, a criar legislações de apoio... enfim é muito mais positivo que negativo.

Agora, se o seu concorrente está te incomodando tanto, já parou para pensar que na verdade o problema é com você? Sim, se seu cliente prefere comprar do seu concorrente o que ele, concorrente, está oferecendo de benefícios que fez o cliente ter esta escolha?

Se é o preço que atraí o cliente, será que seu concorrente conseguiu uma negociação melhor com o fornecedor? Você não conseguiria uma negociação melhor com o fornecedor? Não conseguiria melhorar os processos produtivos para diminuir os custos variáveis?

Se o concorrente está criando comunicações melhores que a sua, não está na hora de trocar de agência publicitária? A responsabilidade é toda sua!

Se o cliente não consegue chegar até você, ou se a localização do seu concorrente é melhor que a sua, já pensou em mudar de endereço? 
Ah, onde você está hoje não paga aluguel, ok... mas o cliente consegue chegar até você? Analise bem.... as vezes vale a pena alugar o seu espaço para um terceiro e com o dinheiro que receber pagar um outro ponto para você!

Agora, se o produto ou serviço do seu concorrente for melhor que o seu... Está na hora de inovar, buscar diferenciações, melhorar, investir em desenvolvimento.

No fim, o concorrente nos ajuda a analisar se o que estamos fazendo é ou não viável. Se atende ou não o cliente! E aí a responsabilidade de mudança é nossa!

Portanto, pare de culpar seu concorrente por você não conseguir vender! Avalie o que está acontecendo e aja no problema!

Não seja como o Homer Simpson, que afirma que “Se a culpa é minha, eu coloco em quem eu quero!”.