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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Como aplicar a estratégia do “oceano azul”

Por Sandra Elisabeth

A estratégia do oceano azul x oceano vermelho foi desenvolvida por W. Chan Kim e publicada em 2004 no livro “A estratégia do oceano azul”. Até hoje, poucas empresas utilizam esta “filosofia” no desenvolvimento de seus planos.

O preceito do oceano azul é “atacar” mercados que ainda não foram explorados, que não possui concorrentes. Ora, isto tem uma ligação muito grande com a metodologia lean startup e lean innovation.

No lean startup descobrimos a coisa certa a se criar e que os clientes pagarão para ter! Geralmente, estamos falando de produtos inovadores, que atendem uma necessidade ou desejo que não foi ainda explorada pelo mercado, ou seja, ainda não há concorrentes.

Até aqui, tudo bem! Mas e quando a empresa já existe, já atua no mercado, como encontrar este “oceano azul”, e mais como saber se o cliente realmente está neste “oceano azul”?

Minha ideia neste post é oferecer um passo a passo simplificado para que você empresário e empreendedor, consiga chegar nesta resposta:

1º Identifique o que o seu cliente compra de você hoje. Lembre-se de levar em conta qual é o negócio estratégico da empresa e não o negócio míope;

2º Identifique o que o seu cliente espera do produto ou serviço (não só do seu, de maneira geral);

3º Identifique quais são os concorrentes;

4º Enumere quantos concorrentes conseguem atender os requisitos dos clientes;

5º Dê uma nota para o que você oferece e o que os concorrentes oferecem;

6º Agora compare o que você consegue oferecer e o que os concorrentes oferecem.

7º Verifique o que você tem de diferente, que ninguém mais entrega e que os clientes precisam, compram e esperam que o produto ou serviço tenha.

Este diferencial vai te mostrar o caminho do “oceano azul”; ajudará a definir os próximos passos e também quais inovações você precisa desenvolver para ficar à frente de seus concorrentes.

Não se engane, se você fizer mais do mesmo, as mesmas coisas irão acontecer. Então é necessário inovar. Só não podemos inovar no que os demais já fazem muito bem, ou no que o cliente não precisa!

Por isso, fazer esta análise ajuda a definir o melhor caminho, com menos risco envolvido.


Efetivamente é uma análise difícil de ser feita e que precisa acontecer constantemente, afinal seu concorrente não está parado, ele está sempre em movimento e se você parar será engolido por ele!

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Chegou a hora da economia do conhecimento!

Por Sandra Elisabeth

Lendo um artigo estes dias me deparei com estes dois termos: economia máquina e economia do conhecimento e gostaria de dividir com vocês o que aprendi sobre o assunto!

Economia máquina é aquele “velho” jeito de se encarar o capital dentro da empresa: o dinheiro, as máquinas e equipamentos, o estoque, o prédio e a força de trabalho da mão de obra.


Já na economia do conhecimento, soma-se a estes capitais o conhecimento que a mão de obra possuí e que é capaz de gerar inovação, marca, patentes para a empresa.

Ora, faz todo sentido. Afinal, as empresas (máquinas, prédios, etc) não geram conhecimento e muito menos inovação. As pessoas é que geram!

A matéria dizia ainda que a falta de investimento em capital intelectual (conhecimento da mão de obra) tem feito o Brasil diminuir o ritmo de crescimento em produtos e serviços inovadores; e isto é muito ruim, pois quanto menos inovação temos, menos competitivos ficamos.


Há quem diga que as empresas no Brasil não conseguem ser competitivas devido ao alto custo dos impostos, a falta de infra estrutura, o alto custo dos transportes, etc. Não tenho dúvidas que tudo isso também é verdade. Mas veja, nenhum destes aspectos está nas nossas mãos. Infelizmente precisamos esperar (e votar melhor) que os políticos resolvam, criem leis, diminuam impostos...

Porém, o investimento em capital intelectual é nossa responsabilidade. Isto podemos fazer! São nossas decisões diárias que nos aproximam de ter uma empresa mais inovadora. E sabemos que existe recursos, inclusive financeiro a fundo perdido (PIPE-FAPESP, por exemplo), para realizar tal feito.

Por que não fazemos?

Será que ainda enxergamos nossos colaboradores como mais uma engrenagem da fábrica? Ainda vamos discutir apenas a produtividade hora/ homem? E quando vamos discutir a quantidade de conhecimento gerada nesta hora?

A pesquisa que li diz que o Brasil caiu no ranking de empresas com alto investimento nos ativos intangíveis (capital intelectual) devido a crise econômica do país. Eu discordo. Acredito que ainda não saímos da crise econômica (e não crise política) por não investir em inovação.

Cada um tem a sua justificativa!

A única coisa que sei é que as empresas que continuam inovando, estão crescendo, mesmo com o país em crise.


E agora, qual será a sua justificativa para não inovar?!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mercado e poder de barganha

Por Sandra Elisabeth

De quem é o poder de barganha hoje?

Alguns vão responder que o poder de barganha é do cliente, outros dirão que está na mão das empresas distribuidoras de produtos (grandes magazines, atacados, etc). Eu diria que depende!


Em uma pesquisa recente (que estou finalizando para um artigo acadêmico e que em breve compartilharei na integra), percebi que quando se trata de produto ou serviço commoditie, sem nenhuma diferenciação, o poder de barganha está na mão das empresas distribuidoras, ou seja, elas ditam para a indústria o que produzir, como produzir, data de entrega e quando a indústria comete alguma falha é penalizada com multas astronômicas.

Isto é comum acontecer no setor têxtil e de confecções, no setor de alimentos, no de autopeças e de peças para reposição e em muitos outros. Quem é da indústria, sabe bem do que estou falando!

Porém, percebi que quando se trata de produtos ou serviços diferenciados ou inovadores os papeis mudam! O consumidor final “exige” que o distribuidor tenha aquele determinado produto, daquela determinada marca. E quando o distribuidor (atacado ou varejo) não tem o que o cliente quer, ele vai procurar em outro lugar, até encontrar!


Nas pesquisas encontrei casos de indústrias que inicialmente não conseguiram colocar seu produto em um determinado ponto de venda (atacado ou varejo) devido à contratos complexos de serem cumpridos (quantidade de produtos, datas, etc) e que com o passar do tempo e a pressão dos consumidores finais, recebeu o pedido deste mesmo ponto de venda, agora com um contrato negociável, nas condições que a indústria conseguia atender. Isto aconteceu, porque o distribuidor começou a perder clientes! Estes iam até o estabelecimento e não encontravam a marca que desejavam e se recusavam a comprar outro produto.

A indústria em questão tem um produto inovador e com alto grau de diferenciação, praticamente sem concorrentes no mercado, por isso o poder de barganha está dividido entre ela e seus consumidores finais – “espremendo” o distribuidor.

Isto mostra que nós, no nosso dia a dia, queremos comprar produtos inovadores, diferentes e que não nos importamos em andar mais para fazer a compra. Mesmo porque, a maior parte destes produtos também é vendida na Internet.

Ficamos mais exigentes, sabemos o que esperar de cada item que compramos, e nos tornamos fiéis a marcas que realmente agregam valor ao nosso dia a dia.

Em contrapartida, tudo o que acreditamos que não agrega valor, é sem diferencial ou inovação, perdemos a fidelidade de marca e nos serve sempre o “mais barato”.


Isto significa que as empresas que quiserem aumentar seu poder de barganha devem estar próximas dos clientes, compreender o que eles realmente precisam e inovar constantemente. Só assim se manterão no mercado e serão lembrados por suas marcas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Sýndreams participa do DemoDay MobiLab SP

Aconteceu no dia 4 de agosto o o 1º Demo Day MobiLab, evento para apresentar as soluções desenvolvidas pelas startups aos investidores com a participação de autoridades públicas, empresários do setor e mídia especializada. 


A Sýndreams foi convidada pelo Secretário Municipal de Inovação e Tecnologia da cidade de São Paulo, Daniel Annenberg, para participar e conhecer as startups Residentes do Programa MobiLab.

Representando a Sýndreams,
Stéfano Carnevalli e Sandra Elisabeth.
Nesta primeira edição participaram as startups residentes do Programa Residência MobiLab que estavam com seu produto qualificado para ser apresentado ao ecossistema, com objetivo de atrair investimentos e novos clientes.

Em sua fala Daniel Annenberg, secretário de Inovação e Tecnologia, o Demo Day MobiLab vai ao encontro da filosofia da nova gestão, que é inserir São Paulo entre os dez principais hubs de startups do mundo. “Eventos como o Demo Day permitem a inserção da Prefeitura neste ecossistema e fazem com que a sociedade inove e renove sua relação com a cidade”. O secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, destacou: “Os finalistas honraram esse espaço, apresentaram soluções que já têm contribuído para a melhoria da mobilidade urbana. Dinâmicas como esta estimulam a visão arrojada para inovar em escala na cidade”.

Na foto os secretários municipais de São Paulo, Aline Cardoso (trabalho e empreendedorismo) Daniel Anneberger (inovação e tecnologia) e Sérgio Avelleda (transporte e mobilidade)
As cinco startups finalistas apresentaram os Pitchs e foram avaliados por uma banca que selecionou a vencedora e o destaque.

Logbee: plataforma de logística urbana, focada em entregas na grande São Paulo


SafeTruck: sistema de prevenção de acidentes viários que auxilia o motorista durante a condução, reduzindo a possibilidade de acidentes



Scipopulis: desenvolvimento de algoritmos e ferramentas de visualização de dados para ajudar cidadãos, gestores e operadores de transporte público



Woole: aplicativo colaborativo para ciclistas que calcula rotas personalizadas e mapeia locais de interesse



ClickFretado: plataforma online que centraliza todas as excursões em uma única página de busca para facilitar a organização de vans e ônibus fretados para eventos.


A Scipopulis, focada em cidades inteligentes, foi a grande vencedora e recebeu uma viagem a China, que inclui visita técnica à startup de mobilidade Didi Chuxing e participação no Fórum Brasil-China Challenge, que acontece no início de setembro. O prêmio foi oferecido pela 99. Além de levar um maravilhoso trófeu feito pelo Fab Lab Livre SP, em impressora 3D e a laser.

O prêmio Startup Destaque ficou com a Woole, aplicativo cujo propósito é facilitar o uso de bicicleta como meio de transporte na cidade. O app conta com um sistema de navegação para ciclistas com opções de rotas rápidas, seguras, ou planas além de bicicletários e oficinas. Como premiação, uma viagem patrocinada pela Airbnb a São Francisco (EUA) para participar da Conferência TechCrunch, considerado o maior evento de startups do mundo.

Para os representantes da Sýndreams participar do evento permitiu conhecer mais sobre o programa MobiLab e também identificar possíveis startups para o programa de aceleração. 

Mais informações:






terça-feira, 1 de agosto de 2017

O que esperar do livro Planejamento estratégico lean: lean startup no Brasil

Por Sýndreams

Recentemente, nossa mentora Sandra Elisabeth lançou seu 2º livro, intitulado “Planejamento estratégico lean: lean startup no Brasil”, já disponível para compra na Amazon.

Batemos um papo com os autores Sandra Elisabeth e Robisom Calado sobre o livro e vejam só que eles disseram:

Calado e Sandra Elisabeth - autores do livro
Com este livro não esperamos apenas que as empresas recebam um grande investimento e que todos os negócios se transformem no "próximo Facebook."

Na verdade, esperamos que o método apresentado possa minimizar ao máximo os riscos do próprio empreendedor em seu projeto. Ou seja, tentamos provar se a ideia original será viável ou não. Se ela tem mercado e qual e o amanho real dele!

Cada Startup que já passou por este processo teve seu sucesso particular. Algumas chegaram a conclusão que o investimento pessoal de tempo e recurso não valeria a pena pelos resultados que atingiriam. Outras perceberam que tinham grande potencial de crescimento, mas não de escala; ou seja, tem um ótimo faturamento, suficiente para os sócios e para manter o negócio, mas que não será a "pupila dos olhos" de grandes investidores.

E também ha quem desistiu antes mesmo de começar, por nas primeiras analises perceber que o mercado não estaria disposto a comprar a solução proposta, não da forma original! Seria necessário focar a oportunidade e desenhar outra solução para ela, o que alguns empreendedores acharam difícil de ser feito.

Assim, no final de tudo, este método já auxiliou empreendedores a evitarem utilizar todo o recurso de investimento que tinham, possibilitando a todos a chance de pivotar seus produtos/serviços e reiniciar o processo de validação de mercado; ou mesmo de utilizar este recurso para se estabelecer no mercado e continuar com um crescimento sustentável da empresa.

Desejo a todos muito sucesso e muito trabalho! Vamos lá, use o modelo proposto e teste sua ideia você também!