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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Oceano Azul: Nintendo Labo

por Stéfano Carnevalli

Buscamos sempre um oceano azul para navegar quando o assunto é lançar novos produtos ou serviços. A Apple agiu dessa forma com o Ipod e Ipad, o Cirque du Soleil fez isso e navega tranquilamente até hoje, e a Nintendo fez isso em alguns momentos de seus mais de 100 anos de história.

Para iniciar novos mercados é preciso estar próximo dos clientes
Analisando esses e outros Cases, os pesquisadores W. Chan Kim e Renée Maiborgne definiram uma  estratégia do Oceano Azul, onde para uma empresa ter um negócio cada vez mais lucrativo e crescer, ela precisa buscar novos mercados e deixar de disputar consumidores com seus concorrentes em mercados já saturados (o mar vermelho).

Para ter sucesso na estratégia de Oceano Azul, é importante saber que novos mercados surgem da inovação de valor. Não adianta apenas oferecer uma nova tecnologia ou melhorar a experiência de uso. É necessário ouvir o cliente.

E a Nintendo fez isso. Criou um mercado pouco explorado que é o de "games eletrônicos para a família". Deixou a maior parte das empresas de consoles (e games) duelando no mar vermelho e lançou produtos para integrar a família. Ouviu a demanda dos pais.

Uma das preocupações dos pais é o tempo que os filhos ficam na frente de "telas" e deixam de fazer outras atividades físicas.

O primeiro produto para atender esses pais foi o Wii e seguiu ouvindo os clientes até lançar no ano passado o Nintendo Switch. O resultado de vendas do Switch foram excelentes. Em 10 meses foram vendidos 10 milhões de unidades no Japão e 4,8 milhões nos EUA. A previsão é dobrar as vendas em 2018 e para isso a empresa anunciou mais uma inovação: o Nintendo Labo.


O Nintendo Labo segue a tendência maker (faça você mesmo). São uma série de Kits (arduino + papelão) para as famílias construírem juntas os controles e acessórios para o Switch.  Com esse conceito do Labo, surgem novas possibilidades, cria-se um novo mercado. Amplia as possibilidades para os pais que vão poder construir e brincar juntos com os filhos integrando o lúdico com o eletrônico.

O que apreendemos é que existem mercados a serem criados. Você também pode criar novos mercados. E para isso precisa trazer inovação de produto ou serviço a partir das necessidades dos clientes. Necessidades visíveis e ocultas, pois as vezes o cliente não sabe que precisa daquele produto ou serviço.

Mais informações sobre o Nintendo Lab:
https://www.nintendo.pt/

Mais informações sobre soluções Sýndreams para empresas que querem inovar e criar novos mercados:
http://syndreams.com.br/para-empresas/







terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O foco e a persistência

Por Sandra Elisabeth

Hoje vou contar uma história real, que aconteceu comigo logo no início da minha carreira e que me ajudou a entender a importância da persistência com foco.

 
Comecei a trabalhar com 17 anos em uma escola de informática e idiomas do bairro onde morava. Meu objetivo enquanto funcionário era trazer alunos para a escola.

Um dia eu tive a ideia de fazer algumas parcerias com empresas e colégios da região, onde meu público alvo estava. E assim o fiz. Preparei todo o material de comunicação da escola, ensaiei o discurso, liguei nas empresas e colégios para agendar a visita e fui!

Nos 6 primeiros meses tive muito mais “nãos” do que “sins”. Fui aprendendo com o feedback das pessoas que me atendiam e que não me atendiam. Tomei “chá de cadeira” muitas vezes. Vivenciei a experiência de quem agendou a conversa dizer que não ia me atender porque eu não havia agendado!!!

E assim passou mais 6 meses...

Eu acreditava que as parcerias iriam trazer sucesso à escola, revi as estratégias de abordagem e continuei. Bati diversas vezes nas mesmas portas que já tinham dito não!!! E estas agora começavam a dizer “SIM”!

Tornei-me conhecida dos colaboradores das empresas, contei a eles que desejava oferecer benefícios para eles (colaboradores) a partir da parceria com sua empregadora!

E ao final do 2º ano, 90% da minha lista de prováveis parceiros tinham dito “sim” e agora tinham um termo de compromisso assinado comigo.

Foi demorado? Claro que foi, negociações B2B sempre são difíceis e eu não trabalha em uma escola com uma marca famosa que fazia comercial na TV... Na verdade, muitas destas ligaram para mim querendo saber o que eu tinha feito para conseguir esta “façanha”.

Na época, não contei à nenhuma delas. Hoje vou contar só para vocês:

 O que fiz foi ter persistência com foco e atenção! A persistência me permitiu continuar tentando, o foco me ajudou a seguir o caminho e não “tomar atalhos” e a atenção fez com que eu ajustasse meu discurso e o serviço oferecido para atender a necessidade do cliente!


Tente você fazer isto também!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O novo paradoxo da busca por investimentos

Por Sandra Elisabeth

Ao longo destes cinco anos à frente da diretoria da Sýndreams Aceleradora observei um aumento no número de Startups que buscam aceleração no segundo semestre do ano, entre os meses de setembro e dezembro.

Na Sýndreams, este número já chegou a representar aproximadamente 50% de todos os contatos. Além da grande busca por mentorias, neste período o maior pedido é por recursos financeiros.
Me pergunto “o que acontece entre setembro e dezembro que as startups sentem tanto a necessidade de dinheiro”?  E porque o discurso é sempre o mesmo: “com ‘X’ de dinheiro a startup terá ‘Y’ de sucesso!”.

Será que no primeiro semestre a situação já era esta? E se não era, por quê? O que aconteceu entre janeiro e agosto para que em setembro basta ter dinheiro para ter sucesso?

Durante estes 8 meses planejaram a startup? Validaram o MVP (provando que existia mercado para o produto e/ou serviço desenvolvido)? Se sim, o recurso gerado pelo MVP não é suficiente para dar o próximo passo? Se não é suficiente, porque não é?

Será que o preço cobrado na venda do MVP estava muito mais baixo que os custos totais do produto? 
Se isso aconteceu, o que prova que o cliente está disposto a pagar o preço justo e correto por este?

Ainda não validaram o MVP? Então porque precisam de recursos financeiros para escalar uma ideia que ainda não saiu do papel? Já tem protótipo, tem patente? Ótimo, porém se não foi validado no mercado os investidores consideram uma ideia no papel, já que ninguém comprou ainda!

Conversando com alguns investidores fica claro que eles desejam muito investir em bons projetos, aqueles que mostram resultados positivos. A maior dificuldade destes investidores é encontrar estes projetos! A experiência mostra que geralmente quem busca dinheiro precisa primeiro de ajustar o produto/ serviço, o modelo de negócios, estudar o mercado, etc. e por isso ainda não conseguiu nenhum recurso financeiro, nem mesmo com a venda do que está produzindo.

Os empreendedores de maior sucesso não pedem dinheiro, pedem ajuda para melhorar o projeto e assim, com as vendas de seus produtos, obterem os recursos necessários para o primeiro voo do empreendimento, e após isto são procurados pelos investidores que conhecendo o sucesso do novo produto no mercado se interessam em colocar mais dinheiro nele!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A inovação que precisa de gente!

Por Sandra Elisabeth

Quando você ouve falar de inovação a primeira coisa que vem a sua cabeça são máquinas e equipamentos que não precisam de pessoas para operar? Carros autônomos? Nanotecnologia? Superalimentos? Provavelmente sim!

E devido a este fato, uma pergunta recorrente que chega até mim é: “A inovação não vai tirar o lugar das pessoas no trabalho?”. E a resposta é NÃO!


Hoje, mais do que nunca precisamos de pessoas para que a inovação aconteça! As máquinas ainda não criam coisas, as pessoas criam! As pessoas são responsáveis pelo aumento do ativo intangível das empresas, ou seja, são as pessoas que desenvolvem ideias que viram patentes e marcas; as pessoas são o capital humano capaz de gerar propriedade intelectual nos negócios.

Infelizmente o Brasil está muito atrasado no que diz respeito à participação dos ativos intangíveis no valor total das empresas.

De acordo com um estudo da Consultoria Apsis, de 2009 à 2015, caiu de 60% para 37% a fatia dos ativos intangíveis no valor de mercado nas empresas brasileiras. Isto é assustador, porque de acordo com especialistas, quanto maior a fatia dos ativos intangíveis, maior o nível de inovação das empresas e mais valiosos são os negócios.


Mas porque mesmo sabendo que as pessoas são tão importantes no processo de inovação das empresas, em um momento de crise são os primeiros “custos” a serem cortados?

Talvez, porque falte gestão de pessoas nas empresas, um departamento de Recursos Humanos que funcione como administrador de comportamentos internos e potencializador de capital humano ao invés de simplesmente realizar tarefas de contratação, demissão e pagamento.

E aqui friso a diferença entre Departamento Pessoal e Recursos Humanos. Ambos são importantes em uma empresa, porém têm objetivos e funções distintas. O primeiro deve se preocupar com a formalização da contratação, sindicatos, pagamentos e com a demissão dos colaboradores – sempre observando as questões legais e contratuais. Já o segundo é o responsável por escolher quais os talentos serão contratados, como os colaboradores serão organizados, quais treinamentos e melhorias precisam ser feitos (em conjunto com a diretoria) e principalmente propor ações de melhoria continua aos funcionários, para que eles possam realmente gerar capital intelectual na empresa.

“Inovar é preciso e fundamental”, mas para isso acontecer precisamos de pessoas capacitadas e prontas para fazer as coisas acontecerem! Sem pessoas, não existe empresa ou negócios, apenas paredes frias e equipamentos desligados! As ideias vêm das pessoas, precisamos delas para fazer acontecer!


Pense nisto!