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terça-feira, 8 de maio de 2018

O empreendedorismo feminino

Por Sandra Elisabeth


Nos dados apresentados na última Pesquisa GALI, os empreendimentos administrados por mulheres obtém faturamento mais rápido do que os geridos apenas por homens. O que já era de se esperar, pois na maioria das vezes estas mulheres são arrimo de família e precisam ganhar dinheiro.

Empreendedora Sandra Elisabeth em palestra sobre Lean Startup
Na contramão desta notícia tão boa, a mesma pesquisa apresentou que as mulheres recebem menos investimento que os homens em seus empreendimentos.

Ora, se para os investidores é melhor investir em negócios que já estejam faturando, porque isto acontece?

A Pesquisa Gali não responde esta pergunta e eu também não tenho a resposta, mas quero colocar alguns fatos que vivo no dia a dia para pensarmos:

Curso de Empreendedorismo com
maioria masculina na sala
> Geralmente, em evento de empreendedorismo e negócio a maior parte do público participante é de homens;
> Se existe uma apresentação para investidores e havendo uma sociedade entre homem e mulher, na maioria das vezes, quem apresenta o pitch é o homem;
> Se a mulher tem a oportunidade de receber mentoria e investimento e precisa mudar de cidade seu marido ou namorado dificilmente a acompanham e algumas vezes a desencorajam a seguir este passo (muito parecido com o que acontece quando estão no mercado de trabalho e tem a oportunidade de uma promoção fora da cidade ou do país);
> Alguns cogitam “cotas para mulheres” – a forma mais cruel de discriminação existente (no meu ponto de vista, já que parte do pressuposto que nós mulheres não conseguiríamos por mérito);


Sei que os pontos acima não responde a pergunta feita anteriormente, mas se imagine no lugar de um investidor(a), e se fosse necessário a empreendedora apresentar seu projeto fora do país, ela iria? E se ela tivesse que se mudar para receber as orientações de um grupo de investidores? O que aconteceria? E então, qual deveria ser a postura do investidor(a) nestes casos?

Qual seria a sua postura se você fosse o investidor(a)?

Precisamos efetivamente nos empoderar enquanto mulheres e mudar este cenário! Não por obrigação dos demais, mas por mérito nosso. Às vezes, teremos que abrir mão de algumas coisas que acreditamos ser importantes para conquistar objetivos maiores e se lembrar que somos nós que elencamos as prioridades de nossas vidas e não podemos “culpar” os demais por isto!

Vamos seguir em frente e conquistar o mundo!


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